‘Gervásio Maia’ ganha a Praça da Esperança, nesta sexta-feira

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A Prefeitura de João Pessoa (PMJP) inaugura nesta sexta-feira (20), às 19h, a praça do Condomínio Residencial Gervásio Maia, no Loteamento Parque Sul. A Praça da Esperança, nome escolhido pela população por meio de votação, ocupa um espaço de mais de quatro mil metros quadrados e é uma das mais completas da cidade, dispondo de anfiteatro, quadra poliesportiva, quadra de areia e muitos brinquedos em alvenaria.

O Governo Municipal aplicou mais de R$ 600 mil em recursos próprios na construção do equipamento que será o único da região, beneficiando mais de mil famílias de quatro bairros. O anfiteatro do local homenageia o violonista Francisco Soares de Araújo, mais conhecido como Canhoto da Paraíba, e a solenidade de inauguração vai contar com a presença do prefeito Ricardo Coutinho (PSB), familiares do instrumentista e da deputada federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Luiza Erundina.

Mas enquanto o trabalho não termina, muitas crianças aproveitam para se divertir nos brinquedos já prontos, enquanto homens trabalham na finalização da jardinagem e na colocação de refletores para iluminação ornamental.

Brincando na praça – A estudante Aniely Lima, de 11 anos, quase não consegue parar de brincar. Correndo em volta do escorrego junto com outras crianças, ela só parou para nos contar como está a vida dela depois de chegar ao Residencial Gervásio Maia, junto com os pais e os irmãos. Aluna do terceiro ano da escola Raimundo Nonato Batista, construída no condomínio, Aniely comemora a chegada da Praça da Esperança. “É muito bom, gosto de brincar e me divertir. Estudo pela manhã e à tarde venho brincar aqui com meus amigos”, comenta entre uma brincadeira e outra.

A menina ainda disse que os outros três irmãos também são beneficiados pelo Centro de Referência da Educação Infantil (Crei), onde passam o dia. Com mãe e pai desempregados, ela já entende que educação e lazer podem ajudá-la a superar as dificuldades. “Eu sei que tenho que estudar muito para ter um emprego”, diz a garota ainda empolgada com o novo equipamento.

Mudança – Quem demonstra alegria também com a construção da Praça da Esperança é a senhora Antônia Soares de Oliveira, de 64 anos. Na casa dela vivem netos e bisnetos e de lá ele vê as crianças brincarem e se diz bastante feliz. “Eu não tenho mais saúde para aproveitar a praça, mas gostei muito que essas crianças tenham como se divertir. Hoje, tenho uma casa, coisa que nunca tive e ainda uma praça em frente a ela, isso é muito bom”, conta.

Já Gerusa Gonçalves de Lima, que antes estava desempregada e morando de favor em casa de parentes, conta que a vida para ela também mudou. Na casa nova que ganhou no Gervásio Maia, ela abriu um mercadinho, onde ganha o sustento da família e também não deixa de comemorar a construção da praça. “Nós que moramos aqui, estamos muito distantes de lugares que proporcionem lazer aos nossos filhos. Não temos condições de sair muito daqui para outras áreas da cidade e, com a construção desta praça, ficou fácil. É só a atravessar a rua e temos brincadeira, diversão e distração para a gente”, conta.

A estudante Ivânia Soares, de 16 anos, diz que o local vai ser ideal para encontrar os amigos. “Estudo durante a tarde, mas nos fins de semana vou vir aqui para conversar e até paquerar,” conta sorrindo.

A praça vai beneficiar ainda outros moradores. Somente no condomínio Gervásio Maia são 949 famílias, mas pessoas de outros bairros também devem movimentar o local. O equipamento é um dos mais completos da cidade e seu anfiteatro vai servir para apresentações de grupos de teatro, dança e música locais.

Canhoto – O anfiteatro recebe o nome de Canhoto da Paraíba e familiares dele estarão presentes à solenidade. Francisco Soares de Araújo era compositor e embora fosse filho de pai violonista, não aprendeu com ele justamente por ser canhoto e teve que se virar sozinho a tocar violão.

Por utilizar a mão esquerda, tocava com o violão invertido, mas sem inverter as cordas, pois precisava compartilhar o mesmo violão com seus irmãos, destros. Ele ficou conhecido por compor choros com um ‘agradável sabor nordestino’. Entre a sua discografia estão ‘Único amor’, 1968; ‘Canhoto a mais de mil’, 1977; O violão brasileiro tocado pelo avesso’, também de 1977, e ‘Pisando em brasa’, de 1998. Canhoto da Paraíba morreu aos 82 anos.