‘Projeto Cena Aberta’ exibe e debate espetáculo ‘Ciclos’, no Conventinho

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O espetáculo ‘Ciclos’, do grupo ‘Pesquisa Aérea’, foi a atração da tarde da quarta-feira (17) do ‘Projeto Cena Aberta’, que está acontecendo durante toda esta semana, sempre a partir das 15h, no Conventinho, localizado no Centro Histórico de João Pessoa, como parte da programação do Festival Outubro do Teatro, promovido pela Prefeitura Municipal (PMPJ), através da sua Fundação Cultural (Funjope).

‘Ciclos’ é o título do espetáculo, que tem direção de Diocélio Barbosa, com as atrizes Enilce Regina e Simone Alves, construído a partir da vivência do diretor com a arte circense durante toda a sua vida, além da sua passagem pela Escola Nacional do Circo, no Rio de Janeiro. O espetáculo mostra passagens da vida, retratando os seus vários ciclos, como o nascimento, a afetividade, os desejos e a concepção.

Espetáculos em debate – O ‘Cena Aberta’ é um dos eventos que compõem o Outubro do Teatro, que traz em cada sessão a apresentação de um espetáculo da cidade, em fase de desenvolvimento. Após a apresentação, é realizado um círculo de conversas dirigido pelo Chefe da Divisão de Artes Cênicas da Funjope, Nanego Lira, com a presença dos debatedores, a diretora de teatro Christrina Streva e o teatrólogo Eliézer Rolim.

Há, ainda, a participação de diversos atores e estudantes de artes, contando sempre com um significativo número de pessoas, atuando como um espaço onde o expectador tem a oportunidade de questionar a respeito dos elementos cênicos ou da montagem do espetáculo, contribuindo de forma ímpar, na construção dramatúrgica.

Christina Streva, que é professora do Departamento de Teatro da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), revela que o ‘Cena Aberta’ é de fundamental importância para a pesquisa, “o debate e a produção das artes cênicas, sendo um momento de diálogo e troca, que contribui de maneira singular no processo criativo, transformado pela construção e desconstrução constantes, e esta é a oportunidade do contato com outras idéias e estímulos”.

Já Eliézer Rolim avalia o processo é como muito significativo. “É de certa forma uma quebra no ineditismo dos espetáculos, que antes das estréias traz a montagem para um diálogo, num processo de formação que conta com novos olhares, e isto proporciona um questionamento que pode contribuir na construção do produto final”, opina.