‘Semana Geraldo Vandré’ começa nesta quinta na Usina Cultural

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O cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré será homenageado com música, exposição iconográfica e exibição de filmes, dentro da programação da ‘Semana Geraldo Vandré’, que tem inicio nesta quinta-feira (23), na Usina Cultural Energisa. As homenagens têm apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope) e do Sebrae – PB, e terminam no próximo domingo (26).

A cerimônia de abertura começa a partir das 20h, com exibição do episódio ‘Couro de Gato’, do documentário ‘Cinco Vezes Favela’, que tem trilha sonora composta por Vandré. Em seguida tem início a exposição Iconográfica com a discografia do artista e discos de seus interpretes e parceiros. Na sexta-feira (24), às 20h, será exibido o documentário ‘Cinco Vezes Favela’, de 1962.

A programação do sábado (25) é dedicada à música e acontece a partir das 19h, com a participação dos artistas convidados, que farão releituras de composições do homenageado. Estão confirmados Adeildo e Dida Vieira, Beto Brito, Burro Morto, Chico Viola, Débora Vieira, Escurinho, Gracinha Telles, Kk Santa Cruz e Grupo Anexo, Nação Marachayba, Patrícia Moreyra, Paulo Ró, Tabajara Trio e Zé Viola Progressive Band. As composições selecionadas para esta mostra são ‘Vá Ser Feliz’, ‘Aruanda’, ‘Quem Quiser Encontrar o Amor’, ‘Republica Brasileira’, ‘Pequeno Concerto Que Ficou Canção’, ‘Pátria Amada Idolatrada, Salve, Salve’, ‘A Maré Encheu’, ‘Fica Mal com Deus’, ‘Hora de Lutar’, ‘O Plantador’, ‘Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores’, ‘Arueira’ e Das Terras de Benvirá’.

No domingo (26), encerrando o evento será exibido a partir das 16h, o filme ‘A Hora e a Vez de Augusto Matraga’, de Roberto Santos, lançado em 1965.

Saiba mais – Há exatos 42 anos acontecia a grande final do III Festival Internacional da Canção – editado em setembro de 1968. De um lado, Cínara e Cybele defendendo ‘Sabiá’, de Tom Jobim e Chico Buarque, do outro Geraldo Vandré apenas com voz e violão, defendendo ‘Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores’ ou ‘Caminhando’, ou ainda ‘Sexta Coluna’. A partir deste festival tem o inicio o silêncio e o anonimato total de Geraldo Vandré.

O coordenador do evento, Ostênio Jerônimo, fala da importância desta iniciativa. “Passados todos esses anos, parte de obra de Geraldo Vandré continua sendo uma grande incógnita. Em dezembro próximo faz 42 anos do Ato Institucional Nº 5 e para que a história deste grande paraibano não passe despercebida, tomamos a liberdade em fazer esta homenagem no seu aniversário de 75 anos de vida e 50 de carreira, que mostra um pequeno apanhado de sua obra. Adiante, Ostênio reforça. “A nossa intenção é que não esqueçamos uma obra tão bela, complexa e única na história da nossa musica”, afirma.