“Capital Digital” reúne obras de arte e tecnologia de Brasília

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A arte de Brasília vai estar em João Pessoa. “Capital Digital” é o título da exposição que será aberta nesta sexta-feira (12), às 19h, na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa, e que ficará aberta ao público até o dia 12 de agosto. No dia da abertura haverá ainda performances teatrais.

A exposição é interativa e consiste em um conjunto de obras de arte e tecnologia de importantes artistas da cidade de Brasília (DF). A arte produzida em Brasília é marcada, em parte, pelo entrelaçamento entre a ciência e as novas tecnologias, sendo amplamente reconhecida no cenário nacional e internacional.

Parte do interesse dos artistas locais, no aspecto tecnológico da contemporaneidade, se dá, principalmente, pelo estímulo às investigações promovidas pelo Instituto de Artes (IDA), Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), instituição federal de ensino superior pioneira na abertura do Programa de Pós-Graduação direcionado à Arte e Tecnologia. A imagem da arte é produzida pelos professores, alunos e egressos da UnB, e em grande parte associada à inovação tecnológica, vanguarda e qualidade técnica.

As peças abordam o universo das linguagens particulares à arte e tecnologia, abrangendo desde a videoarte, webarte, realidade virtual, vida artificial, arte genética, gamearte, instalações interativas, arte robótica até o universo da moda na criação de computadores visíveis.

Conheça alguns trabalhos:
 
SUZETE VENTURELLI – Mostra o Idance, um gamearte que apresenta o uso da música como meio de geração de gráficos computacionais artísticos capazes de reforçar no usuário o estímulo gerado, ampliando assim a experiência sensorial criada pela música. Além do software, o sistema compreende um dispositivo com sensor de captação de movimento infravermelho, projeto multimídia e um espelho para a instalação do ambiente interativo de imagem e som em tempo real.
 
GERALDO ORTHOF – Mostrará em abibliotecadostripper uma videoinstalação inédita.
 
BIA MEDEIROS E GRUPO CORPOS INFORMÁTICOS – Realizará performance na inauguração em telepresença.
 
CARLOS PRAUDE – Apresentará Stratus, em que as imagens podem ser apresentadas como simulação de nuvens ou como bandeirolas dispostas ao vento. O interator pode simular movimentos de vôo em um espaço 3-D, deslocando-se para as laterais, acima ou abaixo das imagens apresentadas. O interator pode alterar as configurações de cores do céu e do objeto apresentado (nuvens ou bandeirolas). O programa permite diversas experimentações por meio de mudanças nas configurações de zoom, velocidade de deslocamento, direção de vôo e volume das formas.
 
FRANK NELLY – Apresenta Chinelinbug, que faz uma alusão aos jogos que utilizam como interface o tapete de dança. O objetivo do game é “pisar” em pontos estratégicos do tapete para matar “baratas” que aparecem no monitor. O trabalho envolve um eficiente grau de incorporação na relação homem/máquina ao trabalhar com forte conteúdo de identificação.

BEATRIZ SALLES E EUFRASIO PRATES – Propõem com Visões Corporais, baseado no conceito de visonual de Servio Túlio Marin, propiciar a percepção visual através da cinestesia dos outros sentidos. Considerando que a cultura ocidental supervaloriza o sentido da visão, no momento em que este é suprimido, valorizando os demais, conseguimos enriquecer o nosso repertório de interação, seja ele com outras pessoas ou com a própria realidade física. O corpo, como captador e decodificador de estímulos, terá a finalidade de gerar impulsos para sentidos não tradicionais responsáveis por compor sinestesicamente a imagem visual.  Tratam da sensibilização para a condição supostamente conhecida de pessoas com deficiência visual.
 
MARIA LUIZA FRAGOSO – Mostra em dois trabalhos “ Eco-Urbe” e “tracaja-e.net” sobre arte e tecnologia GPS. O projeto tracajá-e.net é um exemplo de como se pode desenhar no ciberespaço. Este foi dividido em três etapas, sendo que a segunda foi a criação de um banco de dados composto de imagens digitais e registros em GPS. Naquele momento foi realizada uma viagem, de carro e de barco, pelas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, durante a qual foram registradas digitalmente, entre junho e novembro de 2002, imagens de 14 estados, mais de 250 cidades, 700 localidades e aproximadamente 20.000 km. Algumas dessas imagens foram publicadas no site do projeto (http://www.tracaja-e.net), no qual era alimentado o diário de bordo. Os dados eram enviados, via telefonia celular satélite, computador portátil e Internet para o servidor. Eco-Urbe  é um trabalho artístico constituído a partir de dados digitais e exibido enquanto instalação multimídia. O banco de dados combina imagens fotográficas digitais, in loco e via satélite, com coordenadas de localização capturadas com GPS.
 
SERVIÇO:

Exposição CAPITAL DIGITAL – arte, ciência e tecnologia
Abertura: 12 de junho (sexta-feira)
Local: Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Arte – Altiplano Cabo Branco
Até 12 de agosto