109 instituições públicas e entidades civis e 19 bairros já praticam a coleta responsável de resíduos

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Colocar o plástico no recipiente vermelho, o papel no azul, o vidro no verde e o metal no amarelo. Essa atitude responsável já é rotineira entre servidores de órgãos públicos e privados, de estudantes, professores e funcionários de instituições de ensino, integrantes de ONGs e trabalhadores de empresas, onde a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) ajudou a implantar a coleta seletiva, através do projeto ‘Santo de Casa Faz Milagre’. Durante a gestão essa forma de separação de resíduos foi levada a 64 instituições públicas, 35 instituições privadas e 10 entidades da sociedade civil organizada, além das secretarias municipais.

Dentro da própria sede a Emlur a implantou a coleta seletiva. Lá, todo lixo que é produzido durante o expediente é devidamente separado e encaminhado para a Oficina de Artes, onde é transformado em objetos de decoração (como vasos, quadros) e utensílios (como porta-papel, porta-treco, envelopes, capas para CDs, etc.).

Concluído o trabalho de conscientização internamento, a Emlur levou a cultura da coleta seletiva às secretarias municipais que ficam localizadas no Centro Administrativo Municipal (CAM) e no Paço Municipal. Além disso, todas as semanas a Emlur visita instituições de ensino, explicando como se dá o processo de separação de resíduos e fazendo a apresentação do projeto ‘Santo de Casa Faz Milagre’. A Emlur já ajudou a implantar a coleta seletiva em entidades como o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Assembléia Legislativa, Ministério Público, Grupamento de Engenharia, Procuradoria Geral da República, Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ministério da Fazenda, entre outros.

Para a implantação, a Emlur orienta as instituições e elabora um ‘Plano de Gestão de Resíduos de Coleta Seletiva’, onde deve constar o calendário de treinamento, forma de implantação do processo e o destino final desse material reciclável que é produzido e separado pela instituição. Depois disso, os educadores ambientais iniciam as visitas para orientar sobre os locais e a forma mais adequada de disponibilizar os coletores de resíduos.

Com a estrutura montada, são realizadas palestras com as entidades, abordando aspectos técnicos e práticos da separação dos resíduos. As pessoas ainda ficam sabendo que esse lixo reciclável pode ser responsável pela geração de renda de várias famílias.

“Nós mostramos que temos hoje na cidade quatro núcleos de coleta seletiva, que juntos atendem 19 bairros. Informamos também que a venda desse material reciclável gera uma renda mensal de cerca de um salário mínimo para as famílias de cada um dos 285 agentes ambientais (antigos catadores)”, explica a superintendente da Emlur, Laura Farias Gualberto.

Além de levar informações sobre a coleta seletiva, a Emlur apresenta para essas entidades o trabalho desenvolvido pela Oficina de Artes, que transforma material aparentemente sem utilidade em objetos com novo uso. Dessa forma, chama atenção para os a prática dos ‘3Rs’ (reduzir consumo, reutilizar materiais e promover reciclagem).

No TRE – O Tribunal Regional Eleitoral realizou o seu Festival Ecológico, em que foram apresentação soluções para o meio ambiente. O evento, que faz parte da ‘Agenda Ecológica’ mantida pelo órgão, reuniu autoridades e alunos do Colégio Pio X, que apresentaram um vídeo sobre o Rio Jaguaribe.

O festival ocorreu na quarta-feira (17) e, na oportunidade, a superintendente da Emlur, Laura Farias, explicou que, por se tratar de uma área de difícil acesso, o entorno do rio Jaguaribe conta com a coleta alternativa, onde pessoas da própria comunidade são as responsável pelo recolhimento dos resíduos. O lixo, então, é levado para um ponto onde a frota de coleta regular pode recolhê-lo.