Ações do Peti são discutidas por cerca de 400 jovens no Festesart

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Durante toda esta sexta-feira (22), cerca de 400 crianças e adolescentes inseridos no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) participaram do ‘IV Festesart- Festival de Esportes e Artes’ e ‘II Encontro de Adolescentes’. Além de assistir a apresentação do grupo de Lapinha do Centro de Referência da Cidadania (CRC), do bairro dos Funcionários II, a plateia também pode conferir palestras e discutir propostas de ações e atividades que deverão ser implantadas no programa ainda este ano. A atividade aconteceu no hall de eventos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba (Sebrae-PB).

O objetivo é aprofundar a discussão sobre o trabalho infantil na cidade de João Pessoa com os maiores interessados: as crianças e adolescentes. Durante o encontro, os próprios adolescentes, a partir de sua percepção do Peti, participaram de mesas de discussão para debater a atuação de programas em desenvolvimento na Capital, como o Projovem Urbano, Projovem Adolescente e o próprio Peti, e também sobre drogas.

Atualmente, existem 30 unidades do Peti em João Pessoa, distribuídas em diversos bairros da cidade, atendendo a mais de mil crianças que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Para o coordenador do Peti, Adriano Dias Araújo, a participação das crianças e adolescentes na gestão da instituição está contribuindo com a queda da evasão de beneficiados pelo programa.

Ainda dentro da programação, iniciada na primeira semana deste mês, professores de capoeira, música e educação física realizam oficinas em todas as unidades. “Desde que iniciamos este debate com eles percebemos um interesse maior e uma participação cada vez mais ativa dos jovens nas nossas atividades. Isso é muito bom porque favorece o nosso intercâmbio e nos possibilita conhecer mais profundamente os anseios destes jovens”, comemorou Adriano.

O estudante Claudilânio da Silva Machado, 13 anos, morador do bairro João Paulo II, contou que está no Peti há mais de um ano e isso vem modificando sua vida para melhor. Convidado para conhecer o Peti por um amigo, ele disse que colocou o pé lá e nunca mais saiu e ainda convidou seu irmão. “É bom demais participar das aulas. Lá a gente joga futebol, estuda e faz amizades. E eu aprendi muita coisa legal”, relatou.

O encontro foi coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e contou com o apoio da Secretaria de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), do Instituto Alpargatas, da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra), da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente na Paraíba (Fepeti), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba (Sebrae-PB), da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), do Grupo São Braz e da Água Mineral Platina.