Analista fará palestra sobre introdução dos transgênicos no Brasil

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‘A saga dos transgênicos no Brasil: um panorama da biotecnologia e da biossegurança’, é tema da palestra que será realizada neste sábado (25), às 16h, na sala de audiovisuais da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. A ministrante será a professora Vânia Gomes da Silva, mestre em genética pela UFMG e analista em Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia. A atividade encerra o ciclo de palestras da 5ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começou no dia 21 deste mês.

Transgênicos são organismos geneticamente modificados e resultam de experimentos da engenharia genética no qual o material genético é movido de um organismo a outro, visando obtenção de características específicas. “É uma história de muitas discussões onde o Brasil regulamenta a questão dos transgênicos, mas ainda existem muitos percalços. Eu praticamente lido com a fronteira da ciência e isto é fascinante”, diz. a professora Vânia Gomes, que há 7 ano se dedica ao assunto na função de assessora técnica da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio.

A especialista explica que a biossegurança existe para analisar o que é seguro ou não. “Portanto, a CTNBio, é o órgão que regulamenta e é responsável por emitir parecer técnico prévio conclusivo sobre registro, uso, transporte, armazenamento, comercialização, consumo, liberação e descarte de produto contendo OGM ou derivados, encaminhando-o ao órgão de fiscalização competente”, esclarece.

Essa comissão estabelece uma série de normas para que seja autorizada a liberação de transgênicos no meio ambiente. Vânia Gomes afirma que, no Brasil, qualquer empresa (pública ou privada) que queira pesquisar, cultivar ou comercializar transgênicos, deve atender às exigências de cinco órgãos: Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Segundo a analista, o Brasil tem potencial para ser o primeiro e maior produtor de transgênicos por ser muito agrário. O país já é o terceiro no ranking, depois dos EUA e Argentina. Vários produtos já foram liberados e são bem seguros para consumação. Entre eles a Soja RR (1998), o Algodão Boligard (2005), o Milho LL (2007), Milho BT 11 (2007), Milho NK 603 (2008), Milho GO 21 (2008), entre outros, e ainda existem várias pesquisas realizadas por universidades e empresas públicas e privadas, com destaque para a Embrapa e a UECE, com biotecnologia pecuária. Outros processos estão sob análise da CTNBio aguardando liberação.

“A Biotecnologia tem potencial para gerar produtos e serviços que proporcionam melhoria na qualidade de vida das pessoas e seu avanço deve ocorrer com a necessária avaliação de risco e se valer sempre de princípios éticos, a fim de garantir a proteção ao meio ambiente, à saúde dos homens e dos animais”, destacou Vânia Gomes, que em sua conferência na Estação Ciência, ainda abordará o conceito de biossegurança, a obtenção de transgênicos, histórico no Brasil, panorama mundial, riscos que oferecem, principais aplicações, diminuição do impacto ambiental, aspectos positivos na saúde humana e na produção de medicamentos e alimentos seguros.