Assistência psicossocial: Caps do Róger vai atender crianças

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A Prefeitura de João Pessoa entregou, na manhã desta terça-feira (25), o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil ‘Cirandar’, no bairro do Róger, em João Pessoa. O Caps vai atender crianças e adolescentes com transtornos mentais e dependentes de drogas. A solenidade contou com a presença do prefeito Ricardo Coutinho (PSB).

A unidade tem capacidade de atender até 45 crianças e adolescentes que precisam de tratamento intensivo diariamente, por apresentarem algum transtorno psíquico (neurose ou psicose) ou dependência química. O Caps ‘Cirandar’ funciona das 7h às 17h na Rua Gouveia Nóbrega, no bairro do Róger, em frente ao Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica).

O prefeito Ricardo Coutinho falou do esforço do Município para vencer os problemas sociais que dizem respeito às drogas. “A sociedade está perdendo a guerra contra as drogas. Basta ver o noticiário dos jornais e quantos jovens são assassinados por causa do vício. A Prefeitura quer se ‘armar’ e faz isso investindo em educação e saúde e programas sociais. Entramos nessa guerra, usando os instrumentos que dispomos para dar solução ao problema social”, disse, lembrando que a rede municipal de ensino matriculou 10 mil alunos a mais este ano, a Prefeitura está construindo novas escolas, creches e unidades de saúde para garantir a credibilidade do serviço público.

A secretária municipal de Saúde (SMS), Roseana Meira, disse que o objetivo dos Caps é evitar as internações desnecessárias de pessoas com transtornos mentais, que podem e devem ser tratadas sem a necessidade de internamento hospitalar. Ela lembrou que a PMJP investiu cerca de R$ 3 milhões no ano passado com internações em hospitais psiquiátricos, sendo que a metade dessas pessoas era de outros municípios.

A diretora do Caps Infanto-Juvenil ‘Cirandar’, Mariana Montenegro Leitão, explicou que o objetivo da unidade é a ressocialização desses usuários, dando condições de se integrarem à escola e família. O tempo de tratamento depende de cada caso. No Caps, a criança participa de oficinas terapêuticas, recreação e faz quatro refeições diárias. A unidade conta com uma equipe multidisciplinar, que inclui psiquiatra, psicólogos, assistentes sociais e educadores.

Cumprindo o papel –
Durante a solenidade, o promotor da Infância, Arley Escorel, destacou o esforço da Prefeitura de João Pessoa em criar instrumentos para o atendimento de meninos e meninas em risco social. “O Ministério Público é cobrado e também cobra do Município. A Prefeitura tem demonstrado sensibilidade ao assunto e está fazendo sua parte, mas a sociedade como um todo precisa contribuir para esse processo de modificação social”, lembrou.

O promotor elogiou a iniciativa da Prefeitura em abrir um espaço para tratar crianças dependentes de drogas e, ao mesmo tempo, ressaltou que as pessoas podem contribuir para mudar a realidade dessa população que vive na rua. “Quando uma pessoa dá uma esmola a uma criança que está em um sinal de trânsito está tirando a oportunidade daquela criança estar numa escola. Só existe criança pedindo esmolas na rua, porque há quem dê. Em nome do Ministério Público e da Promotoria da Infância, quero cumprimentar o prefeito pela decisão de encarar esse problema social e dizer que pode contar com o nosso apoio”, reforçou.

Homenagem – A rede de atenção psicossocial implantada pelo Município já contava com dois Caps (um em Tambauzinho e outro no Valentina) e uma Residência Terapêutica (Alto do Céu), que atende adultos.

Dona Terezinha Ferreira de Souza é um das usuárias do serviço e foi homenageada durante a solenidade e seu nome é citado na placa inaugural. “Estou muito emocionada. Quero agradecer a todos que trabalham no Caps e dizer que estou muito feliz porque há muitos jovens que precisam de ajuda e, agora, eles poderão ser atendidos. Eu vivia de uma rede para uma cama e, agora, estou aqui quase recuperada. Não falo mais, porque estou muito emocionada”, disse a usuária que participa do grupo de teatro mantido pelo Caps Tambauzinho.