Aumenta a oferta de exames e consultas especializados em JP

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A oferta de consultas especializadas vem crescendo nos últimos anos no município de João Pessoa. Enquanto em 2004 o índice atingia 43.180 procedimentos, em 2008 esse número chegou a 58.697. A oferta de exames especializados saiu de 1.553 em 2004 para 2.145 este ano. Os dados demonstram ainda crescimento de outras ofertas de exames especializados por mês, como a tomografia computadorizada que em 2004 era de 959 e este ano passou para 1.119.

De acordo com a gerente da Central de Regulação municipal, Cláudia Veras, os resultados demonstram a ampliação do acesso da população a novos exames, inclusive alguns como arteriografia de membros, arteriografia cerebral e biópsia percutânea guiada, procedimentos que ainda não eram oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Cláudia Veras destacou que desde a implantação do sistema de regulação em 2007, quando a oferta de exames foi modificada a partir das necessidades de saúde de usuários, a gestão tem conseguido racionalizar melhor a oferta e trabalhar de forma mais equânime. “Como resultados temos o fim das filas e uma maior agilidade na marcação do procedimento”, explicou.

Internações e cirurgias – A Prefeitura de João Pessoa (PMJP) realizou de janeiro a agosto deste ano 54.581 internações e 16.849 cirurgias. O número representa um crescimento considerável de procedimentos realizados se forem comparados a 2007, quando no mesmo período foram registradas 53.741 internações e 14.826 cirurgias, segundo dados da Central de Regulação.

De acordo com Mércia Maria dos Santos, diretora de Regulação da Capital, municípios pólo, como é o caso de João Pessoa, passam a ser sobrecarregados pela demanda desordenada.

Um dos fatores para este fenômeno é a existência de uma população flutuante que vem buscar tratamento de saúde na Capital, dizendo-se residente na cidade, não havendo nenhum mecanismo de controle para verificar a sua origem. Em média, do total de internações ocorridas na rede hospitalar municipal, 53% delas são de usuários tidos como residentes em João Pessoa e 47% de usuários residentes em outros municípios do Estado e até de Pernambuco e Rio Grande do Norte.