Banco comunitário do bairro São José abre linha de crédito

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O Banco Comunitário Beira Rio, instalado na comunidade São José, em João Pessoa, foi oficialmente reaberto nesta quinta-feira (17) com o lançamento de uma linha de crédito voltada aos empreendedores da localidade. Trata-se da linha de crédito ‘ Procred ‘ que fará empréstimos de R$ 50 a R$ 1 mil – com prazo de até 10 meses e juros de 0,9% ao mês – graças a uma parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável da Produção de João Pessoa (Sedesp).

No lançamento da linha de crédito, que aconteceu nesta quinta-feira às 15h30, foram liberados R$ 7,2 mil em empréstimos, beneficiando oito moradores da comunidade. Entre eles estão costureiras, donos de escolas de bairro, de lanchonetes e de mercearias. A cerimônia foi realizada na sede do banco comunitário, localizada na rua Edmundo Filho (em frente à igreja católica do bairro).

Início – O projeto foi iniciado em outubro de 2008, mas foi suspenso em fevereiro deste ano após um assalto. Agora, a ideia está sendo retomada com a implantação da linha de crédito Procred e a reinstalação da agência do Banco Popular do Brasil. Cem moradores estão cadastrados até agora para receber empréstimos e serão visitados pela equipe do projeto.

Além disso, até fevereiro de 2010 deve começar a circular no bairro o “Ribeirinho”, uma moeda social criada para estimular a economia da comunidade. “Fizemos pesquisas e confirmamos que os moradores compram mais no bairro de Manaíra, que fica ao lado, em shoppings e grandes redes de supermercado. E pagam mais caro por isso”, explica o coordenador do projeto, Jonathan Dário da Silva.

De acordo com ele, aproximadamente 60% dos pequenos negócios cadastrados pelo Banco Beira Rio já concordaram em aceitar o ‘ Ribeirinho ‘. Entre eles estão salões de beleza, mercados e mercearias. Com a moeda social, o consumidor terá direito a desconto de, no mínimo, 5%.

Jonathan Dário explica que o sistema de moedas social começou no Brasil a partir da experiência do Banco Palmas, na comunidade da Palmeira, em Fortaleza, non Ceará. Assim como na comunidade São José, os moradores também compravam mais fora do que dentro da próprio bairro. Depois de 10 anos do início do projeto, o Banco Palmas movimenta aproximadamente R$ 200 mil por mês. “Explicamos aos comerciantes que essa é uma forma de fazer o dinheiro circular dentro do bairro, de estimular a economia local”, explica o coordenador do projeto no São José.