Belas canções marcam a abertura Música do Mundo, em Tambaú

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Brilho, emoção, suavidade e belas canções. Foi assim o primeiro dia do Festival Música do Mundo, que já está na sua quarta edição. Pelo menos três mil pessoas compareceram ao evento na noite de sexta-feira (26), cujo palco está montado entre as praias de Tambaú e Cabo Branco, próximo ao Busto de Tamandaré. Com um repertório variado, indo de Luiz Gonzaga a Heitor Villa Lobos, a Orquestra de Violões entrou no palco às 19h30, atraindo a atenção da multidão presente.

A Orquestra de Violões, que executou clássicos como “Carinhoso”, acompanhado pela voz marcante da cantora lírica Maria Giuliana, fez o público presente experimentar a mais pura emoção. Podia-se ver pessoas de todas as idades, famílias inteiras, como a do médico Paulo César Medeiros, residente em Natal e passando férias na Capital, classificar o Festival como “surpreendente”.

Sob a regência de Carla Santos e Cyran Costa, o público teve gratas surpresas, como mesclar a pura música instrumental com o regional, a exemplo de Luciane Alves, do Clã Brasil, que interpretou “Que saudade de ocê”, do compositor paraibano Vital Farias.

Outra bela voz que acompanhou parte do show da Orquestra de Violões, composta por 24 músicos, foi a da cantora Amanda Cunha. Interpretando “Feira de Mangai”, do mestre Sivuca e Glorinha Gadelha, ela fez o público delirar. “É uma satisfação maravilhosa poder participar do Festival Música do Mundo. Estou muito feliz”, resumiu a intérprete.

Para o advogado Giuseppe Trigueiro, que reside em João Pessoa, a combinação entre a boa música e o belo mar, “tornaram a noite fantástica”. “Tudo está realçando, inclusive o instrumental, o erudito e o popular. Parabéns à organização do evento”.

No mesmo tom de elogio, o assessor de comunicação do Ministério da Cultura, Zonda Bez, mostrou-se feliz com o ambiente tranqüilo, a boa música e a diversidade cultural existente na Paraíba. “As apresentações de hoje mostram que o Estado tem talentos de grande nível”, ponderou.

Na avaliação do presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Lau Siqueira, abrir espaços para a música instrumental é vital para qualquer cidade do ponto de vista do enriquecimento cultural. “Deve haver espaço não só para a música comercial, mas, também, para a instrumental”, observou, para em seguida afirmar que o evento tem crescido a cada ano, criando uma identidade própria que, antes, estava anexado à programação de Natal e Réveillon.

Mostrando-se feliz com a dimensão que o evento tomou, o prefeito Ricardo Coutinho lembrou a preocupação da gestão municipal em oferecer ao público as mais diversas formas culturais, dentre elas a música instrumental. Ele ressaltou que a Prefeitura sempre incentivou a chamada “Prata da Casa”, numa referência aos artistas que estão inseridos na programação do Festival.

“Nas programações culturais de João Pessoa sempre inserimos artistas locais, e isso é muito bom para criar um mercado cultural da Paraíba”, avaliou.

Aguaúna – O grupo ‘Aguaúna’, formado pelos músicos Pedro Osmar, Ricardo Venerito, Fábio Negroni e Soraia Bandeira, subiu ao palco por volta das 21h. Mostrando um som puramente experimental, ele agradou os ouvidos daqueles mais exigentes. Mostrando um improviso de boa colocação, o público aplaudiu bastante a versatilidade dos artistas.

Dois convidados do Aguaúna, o professor do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Fernando Pintasilgo, e o dançarino e músico Vant Vaz, da Tribo Ethnos, destacaram a importância do Festival em abrir espaço para o cenário da música instrumental em João Pessoa. “Trata-se de uma contribuição fantástica para os que têm uma proposta musical menos comercial”, definiu Vant Vaz.

No show ‘Aguaúna’, podia-se ver e ouvir instrumentos pouco comuns na Paraíba, como cítara indiana; o didjeridoo aborígene australiano; a dalimba, o djembé e o dorá africanos; a viola caipira; o baixo fretless; o xilofone; o metalofone, além de “vozes nativas”.