Beto Guedes é atração na festa da Estação Cabo Branco

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A grande atração de inauguração da Estação Cabo Branco é o show do artista mineiro Beto Guedes, nesta quinta-feira (3), a partir das 22h, no palco instalado no estacionamento do órgão. Durante a festa de inauguração, que tem início às 17h, acontecerão apresentações da Banda 5 de Agosto, concerto comemorativo com a Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa e a cantora e compositora Eleonora Falcone.

Beto Guedes, que marcou gerações ao longo da sua carreira, com composições como ‘Lumiar’ e ‘Amor de Índio’, iniciou a sua trajetória artística em 1964, aos 12 anos, em Belo Horizonte, quando juntou-se aos vizinhos Márcio, Yé e Lô Borges, para formar o grupo ‘The Bevers’, com repertório dedicado grupo inglês ‘The Beatles’, quando o quarteto de Liverpool já era febre no mundo inteiro.

O artista mineiro, que celebra em seus shows temas como a paz, a natureza e o amor, volta a João Pessoa após apresentar-se em evento realizado na inauguração Praça do Caju, no Bairro do Bessa, ocorrido em 5 de agosto de 2007. O músico lançou em 2006 pela gravadora Sony Music, o DVD e o CD ‘Beto Guedes 50 anos’, gravados ao vivo no Teatro Francisco Nunes, em Belo Horizonte (MG), com a participação de convidados como Milton Nascimento, Jota Quest, Tony Garrido, Lô Borges e Tavinho Moura.

Em 1977, lançou o LP ‘A Página do Relâmpago Elétrico’, depois veio o ‘Amor de Índio’. O terceiro trabalho gravado foi ‘Sol de Primavera’, em 1980, e em 1984 veio o ‘Viagem das Mãos’. O álbum ‘Alma de Borracha’ foi lançado em 1986 e finalmente esse trabalho lhe rendeu um ‘disco de ouro’ e o reconhecimento no exterior. O Rio de Janeiro, cidade onde fez shows antológicos e sempre teve recepção calorosa do público, foi o local escolhido para a gravação de um disco ao vivo no final de 1987.

Ao todo, foram cinco anos longe dos estúdios. Em 1991, Beto Guedes voltou a gravar com o trabalho ‘Andaluz’, seu oitavo disco e último contrato com a EMI-Odeon. Um disco em que o uso de sintetizadores dava um chega pra lá em alguns instrumentos barrocos tão utilizados pelo compositor em trabalhos anteriores.

A Estação – A estrutura da Estação Ciência, Cultura e Artes, concentra mais de 8.571 metros quadrados de área construída e vai ocupar o núcleo da Zona Especial de Preservação – Parque do Cabo Branco. No entorno da extremidade mais oriental das Américas, o equipamento vai configurar-se no coração de uma área verde que ainda guarda resquícios de Mata Atlântica. A obra do Governo Municipal dispõe de uma estrutura funcional, sem desperdiçar o cenário natural do Cabo Branco que é considerado patrimônio geográfico, histórico e cultural pela população pessoense.