CAM tem decoração junina com material reaproveitado

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O Centro Administrativo Municipal (CAM), no bairro de Água Fria, entrou em clima junino com a decoração toda feita de material reaproveitado, que seus blocos receberam nesta terça-feira (17). As peças, entre elas balões, bandeirinhas e um casal de matutos em tamanho real, foram confeccionadas pelos artistas plásticos e artesãos da Oficina de Artes da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur).

Além de bandeirinhas de papel e pedaços de TNT, balões de jornal e garrafa pet, o CAM ganhou uma fogueira, feita de bobinas de papelão que são usadas como suporte de tecidos. Para dar a impressão de que existe fogo na fogueira foram usados pedaços de plástico, um ventilador e uma lâmpada na cor vermelha.

O que mais chama a atenção na decoração é, sem dúvida, o casal de matutos sentado ao lado da fogueira ‘esquentando fogo’ e acompanhando os festejos juninos. Os bonecos tiveram os seus corpos feitos através de jornal e bobinas de tecido. Cabeças e braços foram confeccionados com meia-calça, preenchidas com retalhos.

A boneca ganhou um colorido vestido de chita com avental laranja, decorado por flores feitas de jornal e aplicação de bandeirinhas nas mangas. O homem ganhou uma roupa customizada, com direito a lencinho de xadrez no bolso de uma camisa social azul. Na cabeça, ambos receberam chapéus feitos através da técnica da papetagem, onde canudos de jornal são entrançados e mais parecem um emaranhado de cipó.

A decoração, conforme informou o coordenador da Oficina de Artes da Emlur, Roberto de Carvalho, teve como base materiais que as pessoas costumam jogar no lixo, a exemplo de garrafas pet, retalhos, papelão, pedaços de isopor, jornal, papel, vidro, latinhas de refrigerante, entre outros. “Nós queremos mostrar que com um pouquinho de criatividade e de boa vontade é possível fazer arte do lixo e ainda preservar o meio ambiente”, comentou.

De acordo com a superintendente da Emlur, Laura Farias Gualberto, além de garantir o clima junino e mostrar as pessoas a ‘arte feita do lixo’, a decoração tem o objetivo de chamar a atenção para a preservação do meio ambiente. “Ao fazer o reaproveitamento de materiais estamos evitando que mais resíduos sejam levados para o Aterro Sanitário Metropolitano e sejam extraídas novas matérias-primas”, comentou.