Cândida Vargas se destaca em atendimento na região Nordeste

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Visita do Ministério da Saúde (MS) constata que Instituto Cândida Vargas (ICV) apresenta o melhor atendimento entre 29 maternidades da região Nordeste e Amazônia Legal. A representante do MS, que esteve na Capital nesta quinta-feira (18) e sexta-feira (19), Marisa Pinhata elogiou, entre outras coisas, a estrutura e os cuidados que bebês prematuros têm recebido na instituição. A iniciativa é do Ministério e faz parte da ação para acelerar a redução da mortalidade neonatal de bebês com até 28 dias de vida, que representam 70% dos óbitos de crianças com menos de 1 ano no País.

Marisa Pinhata destacou a infraestrutura da UTI Neo Natal e a Unidade de Cuidados Intermediários, inauguradas no início do ano. “Além da excelente estrutura física, é importante frisar que os profissionais que atuam nas Unidades são tecnicamente bem preparados, e principalmente, são comprometidos com o trabalho que realizam”, afirmou Marisa, que é professora de pediatria na Universidade de Ribeirão Preto.

“Nosso trabalho específico analisa os indicadores em relação a crianças nascidas com peso entre 500g e 1,5kg, e a Cândida Vargas foi a que apresentou os melhores resultados”, explicou a representante do MS.

Outro ponto positivo detectado foi o aproveitamento dos espaços físicos, e a atuação da Direção Geral da Maternidade. “Posso afirmar que fiquei bastante satisfeita com a Direção da Unidade, que trabalha no sentido de agregar os demais profissionais, e isso faz toda a diferença no encaminhamento das tarefas”, frisou Marisa.

Para a Diretora do Instituto Cândida Vargas, Ana de Lourdes, as impressões registradas pela representante do MS vieram confirmar o resultado do trabalho desenvolvido. “O registro do Ministério da Saúde veio corroborar com o trabalho que desenvolvemos. É gratificante perceber que o esforço concentrado da gestão e da nossa equipe resulta no melhor atendimento a quem mais precisa” desse Ana Lourdes. Ela lembou ainda que cerca de 70% da estrutura do ICV é disponibilizada para pacientes de outras cidades, que não possuem atendimento em seus locais de origem.

Na Paraíba, foram visitadas além do Instituto Cândida Vargas, em João Pessoa, o Instituo Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande. Ao final do processo, um relatório será encaminhado à Direção de cada maternidade e ao próprio Ministério da Saúde, para análise das estratégias futuras na redução da mortalidade infantil em todo país.

Pacto – O Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Infantil é um projeto do Governo Federal que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Entre as metas estabelecidas pelo pacto, João Pessoa se destacando na ampliação e qualificação das equipes de saúde neo natal, banco de leite e leitos de UTI e Unidade de Cuidados Intermediários, além da ampliação da cobertura do Programa de Saúde na Família.

Nos últimos cinco anos, a cidade João Pessoa vem registrando queda no número de óbitos nas crianças entre sete dias de vida e cinco anos de idade. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no final de 2009 indicam que, em 2005 foram registradas cento e oito mortes em crianças com até sete dias de vida. No ano seguinte esse número caiu para noventa e oito. Em 2009 foram 77 óbitos, uma queda de 28,8% em análise comparativa ao primeiro ano da pesquisa. No caso de crianças de até cinco anos, a queda foi ainda maior, com 30% de redução em relação a 2005.