Casa Brasil é inaugurada e já cadastrou mais de 400 pessoas

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O prefeito da Capital, Ricardo Coutinho (PSB), inaugurou oficialmente a Casa Brasil na manhã desta segunda-feira (7). O equipamento fica localizado no Centro de Referência da Cidadania do bairro Costa e Silva e abre as portas para a população desfrutar de imediato de uma Sala de Leitura, um Telecentro (para cursos de informática e acesso livre à Internet), um auditório com capacidade para até 80 pessoas e laboratórios de Montagem e Manutenção de Micro, de Metareciclagem e de Multimídia.

O coordenador da Casa, Lino de Almeida, informou que mais de 400 pessoas de várias faixas etárias já estão cadastradas e vão participar dos cursos de informática e a primeira turma, com 120 alunos, já iniciou as atividades.

O objetivo é promover a inclusão digital, social e cultural; gerar trabalho e renda; ampliar a cidadania e popularização da ciência e da arte. O projeto é uma parceria entre a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec), e o Governo Federal, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Presentes à solenidade, o secretário da Secitec, Simão de Almeida; os deputados federal Manoel Junior e estadual Carlos Batinga, secretários municipais e sociedade em geral.

Ricardo Coutinho disse que o Governo Municipal está possibilitando à população a inclusão digital. “Democracia é também ter acesso ao computador, sejam pessoas dos oito aos 80 anos. O povo tem que ser protagonista nesse processo de desenvolvimento tecnológico, pois assim teremos um mundo mais justo, com direitos iguais”, disse o prefeito.

Turmas – Desde outubro de 2007, a comunidade vem utilizando os 20 computadores do Telecentro para acesso livre e gratuito à Internet. Dessa forma, segundo Lino de Almeida, já passaram pelo equipamento aproximadamente 800 pessoas, mas só 120 delas farão o primeiro curso de informática inicialmente. Foram formadas oito turmas de 15 alunos cada, sendo que quatro grupos estudarão pela manhã e quatro à tarde. Lino acrescentou que cada turma fará o curso em dois dias da semana, com uma carga total de 20 horas/aula.

Maria de Lourdes Galdino, de 55 anos – que já faz parte do grupo de idosos do Centro de Referência – disse estar feliz por utilizar um computador pela primeira vez e já estava ‘conectada’ aos assuntos dos portais de notícias. “Nunca mexi num computador e estou adorando. Estou achando um pouco difícil, mas logo vou aprender. Esse projeto é muito importante, pois agora poderei ir sozinha a um caixa eletrônico para retirar meu dinheiro, sem que precise pedir ajuda para alguém na fila”, disse.

Módulos – A Sala de Leitura conta com um acervo de mais de 400 livros (literatura, pesquisa, paradidáticos, contos etc.). Nesse módulo vão acontecer várias oficinas e a primeira delas será voltada para a leitura. “Nossa primeira oficina foi intitulada ‘A Hora do Conto’. Nela faremos uma roda de leitura e debate e depois cada pessoa será estimulada a fazer o próprio conto. Teremos também oficinas de pintura e, como o trabalho da Casa Brasil é colaborativo, vamos oferecer oficina de metareciclagem dentro de um laboratório específico”, explicou uma das coordenadoras da Sala de Leitura, Maria do Carmo de Lucena.

Multimídia – Outro setor importante da Casa é o laboratório de Multimídia, onde será ministrado o módulo ‘Introdução à Multimídia’, que trabalhará também com comunicação e inclusão. A primeira turma começa com cinco alunos, que terão aulas pela manhã em duas horas por dia, três vezes na semana.

Segundo o monitor, Leandro Abrão, dois dias na semana serão livres, ou seja, os alunos poderão utilizar os equipamentos para colocar em prática o que aprenderem na teoria. Nesse laboratório, os alunos aprenderão a gravar CD e DVD, fazer cartão de visita, fanzine, jornal mural, editar áudio vídeo.

O mais importante desse módulo, segundo Leandro, é que alunos e monitores vão aprender juntos sobre o assunto. “Formamos o Grupo de Aprendizagem Colaborativo (GAC), onde todo mundo pode aprender. Se vamos editar um áudio, eles mesmos trarão a música. Queremos desmistificar a figura do professor de que só ele sabe; por isso, somos monitores. Aqui vamos descobrir juntos e dar aos alunos o direito de opinar na condução dos módulos”, explicou.