Casa Brasil inaugura na 2ª e oferece curso de informática

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A Casa Brasil, a ser inaugurada na próxima segunda-feira (7), às 10h, pelo prefeito da Capital Ricardo Coutinho (PSB), já começa a funcionar com o primeiro curso básico de informática para 60 alunos. Em princípio foram formadas quatro turmas (manhã e tarde), que terão aulas em uma estrutura chamada de Telecentro, com 20 computadores, sendo cinco deles destinados ao acesso livre da população, seguindo a metodologia das Estações Digitais criadas pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP).

A solenidade acontecerá no Centro de Referência do Conjunto Costa e Silva, localizado na rua Doutor Arlindo Correia, s/n, onde está instalada a Casa Brasil.

Além disso, o Projeto vai oferecer de imediato uma sala de leitura (com biblioteca e oficinas de pintura), um auditório para 50 a 80 pessoas e laboratórios de montagem e manutenção de micro e de metareciclagem (peças de computador utilizadas para a criação de peças de arte).

O equipamento é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec) e o Governo Federal, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). De acordo com o diretor de Fomento e Competitividade da Secitec, Rubens Freire, existem agora quatro desses equipamentos na Paraíba: um administrado pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), outro pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e mais um pela Prefeitura de Campina Grande.

Cidadania – O objetivo, segundo o coordenador regional da Casa Brasil, João Torquato Filho, é a construção do conhecimento e cidadania, através da desmistificação da tecnologia e popularização da ciência. “Na verdade, vamos criar um espaço de popularização da ciência, mas sobretudo mostrando à população de que jeito ela já está inserida nos meios tecnológicos e de que forma ela pode e quer utilizá-los. Já que a Casa Brasil está instalada dentro do Centro de Referência da Cidadania, procuraremos potencializar o que já é desenvolvido em termos de cultura”, enfatizou Torquato.

O projeto terá a participação efetiva da comunidade, pois os usuários poderão opinar, dar sugestões e criticar as ações, os cursos e eventos. De acordo com dados da coordenação, já foram feitos 800 cadastros de pessoas que se mostraram interessadas em participar de algo e em algum momento do projeto Casa Brasil.

“Esse projeto funcionará como um conselho deliberativo, com a participação da população, dos usuários que deverão dar sugestões de cursos, projetos, eventos, oficinas dentro da própria realidade. A Casa Brasil será um espaço para conversas e debates sobre a realização de ações que promovam o desenvolvimento social e tecnológico das pessoas”, disse Torquato Filho.

Curso – Com carga total de 20 horas/aula, foram formadas duas turmas pela manhã (das 8h às 10h e das 10h às 12h) e duas turmas para a tarde (13h às 15h e 15h às 17h) para esse primeiro curso de informática da Casa Brasil. No espaço existem 20 computadores, sendo 15 destinados às turmas e cinco para acesso livre. Cada turma terá 15 alunos e 60 usuários já estão matriculados.

Segundo o coordenador do Telecentro, Pablo Vasconcelos Rodrigues, esse primeiro curso será uma introdução sobre assuntos relevantes como software livre, ou seja, aqueles programas disponíveis com a permissão para qualquer um usá-los, copiá-los e distribuí-los, seja na sua forma original ou com modificações, gratuitamente ou com custo. “Vamos mostrar e discutir os softwares livres. Vamos debater também sobre os softwares já existentes”, explicou Pablo.

O que é – O Casa Brasil é um projeto do Governo Federal que tem como principal objetivo reduzir a desigualdade social em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), levando para esses locais um espaço que privilegia a formação e a capacitação em tecnologia aliada à cultura, arte, entretenimento e participação popular, com forte apoio à produção cultural local.

Superando os conceitos de inclusão digital vigentes, o Casa Brasil não leva somente computadores e conectividade, mas permite que a comunidade se aproprie da sua unidade, transformando-a em um espelho cultural do local em que foi implementada, concedendo também aos cidadãos a liberdade de decidir, via conselho gestor, os rumos das atividades que são oferecidas aos freqüentadores.