Casos de dengue na Capital têm queda de 60% em janeiro

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Nas quatro primeiras semanas de janeiro deste ano foram constatados 31 casos de dengue em João Pessoa, enquanto no mesmo período do ano anterior ocorreram 78 casos, o que corresponde a uma queda de 60%. Para intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vai realizar ações conjuntas entre as secretarias de Saúde (SMS), Educação (Sedec) e a Autarquia Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), com o apoio de lideranças comunitárias.

“Durante todo o ano de 2011 realizamos intensificações das ações de campo para controle do vetor e qualificação da rede de saúde para não termos um número crescente de casos de dengue”, afirmou a diretora de Vigilância em Saúde, Talita Tavares. No ano passado foram registradas 4.479 notificações para dengue, sendo 2.709 do tipo clássica, 49 como febre hemorrágica da dengue e 49 como dengue com complicação.

O Comitê de Acompanhamento e Monitoramento do Plano de Contingência Municipal da Dengue 2012 vai começar no dia 13 de fevereiro a qualificação do manejo clínico da dengue. Serão qualificados mais de 600 profissionais, entre médicos e enfermeiros, para assistência e notificação dos casos suspeitos de dengue. A ação também ocorrerá nos dias 13, 14, 27 e 28 do mês e nos dias 5 e 6 de março.

Durante o mês de fevereiro haverá exibição de material educativo (CD e DVD) nas salas de espera das unidades de Saúde para orientar a população. A Secretaria de Educação também será parceira da campanha com a entrega de jogos educativos sobre o combate à dengue, no início do ano letivo.

Já a Emlur vai atuar nos distritos onde a infestação é maior devido ao acúmulo de lixo. Segundo Talita Tavares, há a necessidade de haver o apoio das lideranças comunitárias e dos conselhos distritais na distribuição de material educativo nas comunidades e rádios comunitárias.

Nível baixo – No primeiro ciclo de trabalho deste ano, que ocorreu de 2 a 6 de janeiro, foi constatado um índice de infestação do Aedes aegypti de 0,9%, o que é considerado baixo. Contudo, em Cruz das Armas e em Oitizeiro, os índices chegaram a 2,5% e 2,4%, respectivamente. Os potenciais criadouros do mosquito foram encontrados em caixas d´água, barris, tanques, poços, vasos, frascos, bebedouros, pneus, calhas, lajes, garrafas, latas e sucatas em ferro velho.

Considerando as quatro primeiras semanas do ano, o bairro do Cristo Redentor foi o que registrou mais casos, somando sete. Em seguida estão Mangabeira (4) e Bessa (3). Já Mandacaru e Expedicionários tiveram duas notificações, cada. Outros 13 bairros tiveram um caso de dengue.

Orientações – A Secretaria de Saúde orienta que o cidadão, ao se sentir doente, não deve se automedicar, mas procurar o serviço de saúde mais próximo de sua casa.

Os sintomas da picada do inseto Aedes aegypti – pele esbranquiçada, extremidades do corpo frias, pequenas hemorragias, queda de pressão, dificuldade de respirar e sensação de desmaio – iniciam-se de três a 15 dias depois.