Cendor faz reabilitação de pacientes submetidos a cirurgias de ortopedia

Por Thadeu Rodrigues - em 566

O Centro de Reabilitação e Tratamento da Dor (Cendor), localizado no Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma), atende pacientes submetidos a cirurgias de ortopedia na unidade hospitalar, contribuindo para a recuperação. No acumulado de janeiro a outubro de 2017, o Cendor fez mais de 3.200 atendimentos a pacientes de pós-operatório.

De acordo com a coordenadora do Cendor, Monica Cordeiro, o paciente de pós-operatório chega ao Cendor a partir da indicação do cirurgião. “A fisioterapia analgésica é composta de vários recursos, e o fisioterapeuta vai avaliar o paciente para definir o procedimento, como o turbilhão, (recipiente de água quente a 40° ou 50°), ultrassom, tens (estimulação elétrica) e exercícios para recuperação da força, entre outros”.

Gigliola Gomes foi vítima de um acidente no trânsito, que acarretou em duas fraturas na perna. Mas após a cirurgia e com o tratamento do Cendor, ela afirma que está quase recuperada. “Aqui o tratamento é ótimo. Cheguei andando de muletas, mas agora já não preciso delas. Estou quase 100%, esperando poder voltar a praticar todas as atividades”, conta a usuária.

Já o caso de Mércia de Barros, que rompeu um tendão do calcanhar após uma queda, é um pouco mais grave. “Comecei o tratamento há um mês, então, ainda é recente. Por enquanto estou andando de muletas, e sinto muitas dores”.

Alívio e relaxamento – O fisioterapeuta Ivonaldo Souto explica que o procedimento de termoterapia (com uso do turbilhão) provoca alívio e relaxamento do membro afetado, para que o paciente consiga realizar os exercícios de alongamento e fortalecimento. “Após a cirurgia, há uma rigidez no membro, o que limita os movimentos do paciente, como o caso de Mércia. Sem este procedimento, ela não conseguiria movimentar o pé”, exemplifica o profissional.

De acordo com Monica Cordeiro, o tempo médio de tratamento varia conforme as particularidades de cada paciente. Há casos complicados, em que um paciente é submetido a 60 sessões de fisioterapia, e há casos mais simples, como o da pequena Rihanne Batista, de dois anos, que prensou o dedo na dobradiça do forno.

“O osso do dedo trincou e foi preciso fazer uma sutura, mas com 15 dias de fisioterapia ela está bem melhor. Ela chegou aqui sem mexer direito o dedo, mas agora já está fechando bem a mão”, diz a mãe da criança, Maria Aparecida.

Dores crônicas – O Cendor também atende pessoas que sofrem com dores crônicas. De janeiro a outubro deste ano, foram feitos mais de 3.800 atendimentos. Neste caso, para ter acesso aos serviços é preciso procurar sua Unidade de Saúde da Família para obter o encaminhamento.

O Cendor trata de dores músculo-esqueléticas, a exemplo de lombalgia, dores nas articulações (ombro, joelho, quadril, etc), tendinites, bursites, artroses e cefaleia tensional. Também estão contemplados quem sofre de enxaqueca, fibromialgia, polineuropatia diabética e dor pélvica crônica, entre outras síndromes neuropáticas.

Ao chegar ao Cendor, o paciente passa por uma triagem com a enfermagem e, em seguida, tem uma consulta com um reumatologista ou neurologista. Por fim, um fisioterapeuta avalia o melhor tratamento para a dor em questão. Os tratamentos são fisioterapia analgésica, pilates, hidroterapia, RPG, osteopatia, acupuntura, auriculoterapia e eletroterapia.