Chico César e Fernando Abath lamentam morte de músicos

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Os diretores da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, Fernando Abath Cananéa, e da Fundação de Cultura de João Pessoa (Funjope), Chico César, lamentaram a morte de quatro músicos paraibanos ocorrida na manhã desta quinta-feira (1º). Radegundis Feitosa e Roberto Ângelo Sabino, o “Cabelo de Cachorro” (trombonistas da Orquestra Sinfônica da Paraíba); Adenilton Soares França (trombonista da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba) e o cantor popular Luiz Benedito morreram em acidente na BR 361, que liga os municípios de Itaporanga e Piancó (PB). “Muito triste mesmo a perda de músicos e pessoas tão especiais”, comentou o diretor geral da Estação Cabo Branco, Fernando Abath.

O paraibano Radegundis Feitosa, 48 anos, é um dos melhores trombonistas do país e considerado o melhor do mundo por críticos e especialistas em música instrumental e de câmera. Com densa formação acadêmica – mestrado e doutorado em universidades dos Estados Unidos, inclusive – Radegundis era também professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

O diretor executivo da Funjope, Chico César, divulgou uma nota de pesar:
“Nós da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) lamentamos profundamente a perda do maestro paraibano Radegundis Feitosa e dos músicos Luís Benedito, Adenilton França e Roberto Ângelo Sabino. A classe artística está de luto e une-se ao pesar das famílias enlutadas. Eram como irmãos nossos e essas mortes desavisadas, assim de supetão, acendem entre nós ainda mais forte o sentimento de fraternidade. Entendemos que foi este sentimento que fez, por exemplo, o internacionalmente reconhecido trombonista Radegundis Feitosa optar por viver em nosso Estado, liderar a renovação do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba e assim colaborar com a formação das novas gerações. O generoso gesto de um mestre. Uma lição.

Que a tristeza pela repentina perda não nos tire a alegria de ter convivido com esses músicos maravilhosos nossos amigos. E que sua música não se finde e continue a ecoar na nossa. A vida na verdade é essa música sem fim tocada por ancestrais, contemporâneos e vindouros. Agora já são eles ancestrais”.