Chuvas de abril: Defesa Civil faz o monitoramento diário de 28 áreas

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O mês de abril é marcado pelo início do período mais chuvoso no leste do Estado (Litoral, Agreste e Brejo) e, para prevenir desastres naturais, a Defesa Civil de João Pessoa iniciou antecipadamente o plano de prevenção nas áreas de risco da cidade e mantém sua equipe em alerta. A equipe faz o monitoramento constante das 28 áreas de risco e, desde o último dia 17, vem executando serviços preventivos nas comunidades. Apesar das últimas chuvas, não foi registrada nenhuma ocorrência grave.

O órgão recebe chamados diários da população (foram mais de 80 nas duas últimas semanas), a maioria relacionada a problemas de drenagem, pedidos de vistoria em unidades habitacionais e ameaça de deslizamentos de encostas.

Serviços – O assessor técnico da Defesa Civil, Alberto Sabino, disse que estão sendo executados serviços de limpeza, desobstrução e manutenção nos sistemas de drenagem e esgotamento; retirada de entulhos da vias públicas, encostas e sopé de barreiras; limpeza de áreas ribeirinhas; remanejamento de postes e fiação em locais que oferecem riscos; fiscalização constante para evitar construções em locais perigosos, além de desratização e combate ao mosquito da dengue e outros vetores que se proliferam no período chuvoso. As chuvas devem continuar caindo de forma regular na região até o mês de julho.

Calendário – Já foram realizados serviços nas comunidades Saturnino de Brito, João Agripino/São José e Timbó. Nesta terça-feira (1º de abril), os trabalhos vão beneficiar as comunidades Esperança e Condomínio Amizade (Padre Zé). Na quarta-feira (2), a vez é da Comunidade Santa Bárbara, no Valentina Figueiredo. O restante do calendário da semana será definido pela Defesa Civil. Nesta segunda-feira (31), as equipes do órgão e de instituições parceiras atenderam chamados para desobstruir pontos de alagamentos e vistoriar casas com estrutura precária.

“Até agora, a ocorrência mais séria que atendemos foi a queda de um muro que deixou seis casas ameaçadas na comunidade Boa Esperança. Duas delas precisaram ser interditadas por apresentar risco iminente e as famílias estão sendo atendidas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Felizmente, não tivemos nenhum acidente e estamos trabalhando para evitá-los”, disse Alberto Sabino.

Risco iminente – A cidade tem 28 áreas de risco de deslizamento de encosta e alagamentos, sendo que em 11 delas o perigo é iminente, diante das condições precárias das moradias ou proximidade de encostas e rios. Nessas 11 áreas, mais de 440 famílias enfrentam a ameaça de desmoronamento de barreiras e inundação de suas casas.

A Defesa Civil faz o monitoramento das áreas e, em caso de serviço e socorro, conta com o apoio das secretarias de Infra-Estrutura (Seinfra), Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Meio Ambiente (Semam), Desenvolvimento Social (Sedes), Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans), Guarda Municipal, Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa), Corpo de Bombeiros, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), Energisa (antiga Saelpa), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep-PB) e Núcleo de Estudos e Ações em Urgência e Desastres (Neud) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

As 11 comunidades de risco iminente:

1. Boa esperança (Cristo) – 43 moradias em estado precário localizadas próximo ao aterro da BR-230.
2. Timbó (Bancários) – risco de alagamento e 41 moradias precárias no topo da encosta.
3. Jardim Mangueira (Mandacaru) – comunidades ribeirinhas com ameaça iminente de alagamento de 30 moradias.
4. Saturnino de Brito (Trincheiras) – risco de deslizamento de encosta e desmoronamento de 25 moradias.
5. Santa Clara (Castelo Branco) – risco de alagamentos e 44 moradias em estado precário.
6. São Judas Tadeu (Alto do Mateus) – risco de deslizamento de encosta com ameaça a 25 moradias.
7. Tito Silva (Miramar) – risco de deslizamento de encosta, ameaçando 22 casas.
8. Novo Horizonte (Cristo) – risco de deslizamento de encosta com ameaça direta a 55 moradias.
9. Maria de Nazaré – tem 28 moradias precárias e risco de deslizamento de barreira.
10. São José – possui 55 casas em estado crítico e oferece risco de deslizamento de barreira e alagamentos.
11. Esperança (Padre Zé) – tem 87 casas com risco de desmoronamento.