Circuito Cultural leva música e dança para 10 praças neste sábado

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O Circuito Cultural das Praças continua com um leque de atrações, neste sábado (21), em 10 praças da Capital. Durante o mês de novembro, o circuito recebe também o projeto ‘Novembro da Dança’. As apresentações têm inicio às 20h, com exceção da praça Alcides Carneiro, em Manaíra, onde a programação acontece a partir das 17h, atendendo pedido da comunidade. O evento é uma promoção da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope).

A praça Alcides Carneiro, em Manaíra, recebe o ‘Quarteto de Cordas e Voz Quarta Justa’, que surgiu no ano de 2001 e, a partir daí, não parou mais de tocar em diferentes eventos culturais da cidade. O grupo, formado por quatro mulheres instrumentistas, apresenta um repertório que abrange desde a música popular brasileira, passando pela regional, internacional e a erudita, com a música barroca, clássica e romântica.

Novembro da Dança – A praça da Paz, nos Bancários, apresenta a ‘Companhia Lunay’ de dança tribal, numa fusão de danças étnicas, como a dança do ventre, dança afro, flamenco, hip hop, acompanhada de uma percussão ao vivo, com participação do percussionista João Cassiano. O grupo é formado por Fabiana Rodrigues, Jaqueline Lima, Keli Maurien e Kilma Farias.

A dançarina Kilma Farias revela que é grande a expectativa para esta apresentação. “O tribal surgiu na Califórnia, entre os anos 70 e 80. Em 2003, nós conhecemos este trabalho e começamos a colocar na nossa fusão uma coisa que ninguém tinha feito, que é a dança afro brasileira, a exemplo de coco, maracatu, xote e xaxado. Este formato já rendeu muito, inclusive recebemos um convite para apresentá-lo na Flórida, em maio do próximo ano, na décima edição da ‘Spirit of the Tribos’. Então, trazer isso para a Praça da Paz, que é a nossa casa, é muito importante pra nós”, observa.

A atração da praça Bela, do Funcionários II, é a ‘Companhia de Dança Afro Nagô’, da Escola de Capoeira Afro Nagô, que realiza trabalhos em diversos bairros da Capital com crianças, jovens e adultos, ensinando a cada um a prática da capoeira como uma arte brasileira e hoje tombada como patrimônio histórico cultural nacional. Entre outros ritmos desenvolvidos pelo grupo, merece destaque a dança de roda.

A praça do Coqueiral, em Mangabeira, recebe duas apresentações de dança contemporânea, com o ‘Grupo Dança Livre’ e ‘Equilíbrio Companhia de Dança’. A primeira atração vai apresentar a coreografia ‘Desencontro’, de Lílian Farias, com músicas de João Bosco. O grupo é formado por Leila Farias, Janaina Vieira, Vanessa Bernardo, Priscila Eudécia, Maria Tereza Machado, Aline Fonseca e Max Brito.

Os Grupos de Sapateado ‘Pele Flamenca’ e ‘Tap Arretado’ são as atrações da Praça do Caju, no Bessa. O grupo ‘Pele Flamenca’, formado pelas dançarinas Naiara Gato, Leonor Santos e Beatriz Beccher, vai apresentar as coreografias ‘Tangos Flamencos’, ‘Alegria’, ‘Garrotin’ e ‘Sevillanhas’. Já o grupo ‘Tap Arretado’ vai apresentar o espetáculo ‘Tom no Pé’, uma viagem musical que inicia no ritmo vibrante do hip-hop, entra para um solo no ritmo de samba, atravessa a gostosa musicalidade da Bossa Nova e termina em ‘Cânone’ no versátil e popular estilo do sapateado americano Shim Sham Shimy.

A praça da Amizade, no Rangel, vai apresentar um solo de dança afro, com o dançarino Erinaldo Batista, que está de volta à Capital, retornando da Alemanha, onde morou entre 2005 e 2007. Nesta apresentação, o artista será acompanhado de percussão ao vivo, com os músicos Lucivan, Elton Batist e Jeison Julian.

Na praça Lauro Wanderley, no Funcionários I, o Grupo Graxa de Teatro vai apresentar o espetáculo ‘Faz de Conta’, que narra a história de dois atores, ‘Bô’ e ‘Neco’. Com texto baseado em ‘Contadores de Histórias’, da dramaturga paraibana Celly de Freitas. A dramaturgia apresentada foi desconstruída e reconstruída, retirando trechos e criando novos, conforme as necessidades das cenas criadas pelos atores.

A praça Aquiles Leal, em Jaguaribe, recebe o Clube Carnavalesco Bandeirantes da Torre, fundado em 21 de abril de 1950 por um grupo de amigos, com o nome de clube ‘Tiradentes Esporte Clube Recreativo’. A equipe também foi responsável pela fundação do ‘Clube Carnavalesco Bandeirantes da Torre’, logo no ano seguinte (1951), passando a se chamar ‘Tiradentes Esporte Clube Recreativo Bandeirantes da Torre’ e filiando-se à Federação Carnavalesca de João Pessoa. O nome surgiu da escolha de um dos fundadores quando retornou de uma viagem a São Paulo e conheceu a história dos bandeirantes.

A cultura popular vai movimentar a praça da Mangueira, no Alto do Mateus, com o Boi de Reis Estrela do Norte, comandado pelo Mestre Pirralhinho, que começou sua atividade como brincante com o Mestre Gasosa, aos cinco anos de idade, passando depois a brincar com seu pai, o conhecido Mestre João do Boi.

O Teatro de Babau com o Mestre Clóvis é a atração da praça da Esperança, no Gervásio Maia. O artista é um bonequeiro popular da cidade de Guarabira, que pratica esta arte há cerca de 25 anos. O nome do seu primeiro boneco é Jeremias. O Mestre Clóvis, como é conhecido, trabalha com cerca de 60 bonecos, entre mamulengos, fantoches e bonecos gigantes, dando-lhes vida através de apresentações em praça pública, escolas e feiras livres. Esta atividade se constitui como um elemento educativo, uma vez que direciona o assunto de acordo com cada platéia, buscando subsídios para o desenvolvimento da trama ou da estória, junto ao próprio público que participa do espetáculo.