Circuito das Praças traz o rock irreverente de Zeferina Bomba

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O Circuito das Praças desta sexta-feira (15) promete agradar os mais variados públicos. No Centro antigo, no Largo de São Pedro, a partir da meia noite, acontece um show de variações musicais e rock rápido, mesclando em suas músicas a influência poética de Mário Quintana, o concretismo da década de 50, a irreverência de Tom Zé e o ritmo inconfundível dos violeiros nordestinos. Assim pode ser configurado o “perfil” da banda paraibana Zeferina Bomba.

Na orla, mais precisamente na Feirinha de Tambaú, a atração é o Cavalo Marinho da Paraíba, do Mestre Gazoza, que se apresenta a partir das 20h. O projeto Circuito das Praças é realizado pela Fundação Cultural da Prefeitura (Funjope), autarquia ligada à Prefeitura de João Pessoa (PMJP).

No Largo de São Pedro – O vocalista e violeiro da banda Zeferina Bomba, Ilsom Barros, diz estar feliz em mostrar o trabalho do grupo em um espaço aberto e, sobretudo, em João Pessoa, confidenciando que os seus shows são, geralmente, realizados em locais fechados. Ele elogiou o projeto desenvolvido pela Funjope, lembrando que a praça, além de ter o caráter lúdico, tem a proposta de unir as pessoas e, “com o esporte e apresentações culturais fica mais fácil atingir esse propósito”, analisa o músico.

Sem definir uma “métrica” ou forma do show, como o chamado começo, meio e fim, Ilsom Barros deu um recado para o público que irá ao Largo de São Pedro. “Vá em paz, curta a música e dance muito”, para em seguida falar sobre as possibilidades de haver, em certas ocasiões, o improviso durante a apresentação. “Como somos apenas três no palco, pode rolar o improviso. De repente estamos tocando um rock pesado e passarmos para um coco. O importante é levar uma boa mensagem para o público”, discorre o vocalista.

Sobre a banda, ele diz que tudo começou com o rock de garagem, uma “brincadeira” iniciada em 2003. Hoje, com dois CDs gravados – um deles será lançado ainda no primeiro semestre deste ano, Zeferina Bomba tem o peculiar nome em homenagem a uma funcionária que trabalhava na casa de Ilsom Barros. “Eu a chamava de Zefinha Bomba, pois, quando ela ia lavar roupa, batia o tecido e fazia muito barulho. Então Zefinha se tornou Zeferina, nada mais paraibano podia ser”, brinca.

Há cinco anos a banda está em São Paulo, não radicada, observa Ilsom Barros, mas com um escritório que possibilita um melhor mercado musical e vitrine para todo o país. “Moramos em João Pessoa e trabalhamos em São Paulo”, explica. No show desta sexta-feira, além do violeiro e vocalista, estará no palco Guga (bateria) e Ed (baixo).

Cavalo Marinho – Ainda no dia 15, na Feirinha de Tambaú, a partir das 20h, será a vez do Cavalo Marinho Mestre Gazoza levar a alegria deste folguedo popular para o público. A estrutura do cavalo marinho é repleta de lendas, contos populares. Para teatralizar tudo isso é divida em: humanos, fantásticos e animais. Os humanos são: o mestre, líder do grupo, contra-mestres galantes, damas pastorinhas, mascarados, que são o Mateus, Birico e Catirina, diferente do cavalo marinho de Pernambuco, que fala do Mateus, Bastião e Catirina, que são os dois vaqueiros e a catirina.