Clube da Pessoa Idosa e Unipê realizam ‘Oficina da Memória’

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Esquecer de tomar um medicamento e deixar a panela queimar no fogão podem ser os primeiros sinais de que a velhice está chegando. No entanto, as falhas na memória não se tratam apenas de uma questão trazida pelo avanço da idade, mas principalmente, pela falta de exercícios. Pensando nisso, o Clube da Pessoa Idosa,do Instituto de Previdência do Município, da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), em parceria com a coordenação do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), está realizando um projeto de extensão chamado de ‘Oficina da Memória’.

A ideia está sendo posta em prática através do trabalho das professoras Juliana Pessoa, Fábia de Sousa e Sandra Suely e quatro estudantes de Fisioterapia. Os encontros acontecem, no auditório do clube, as terças e quintas-feiras, das 14h às 15h, sendo duas turmas de 35 participantes.

“O objetivo das atividades é estimular a memória, amenizando os déficits que surgem com o avanço da idade. Além disso, também queremos preparar os idosos para saberem lidar com estas situações, uma vez que as falhas de memória fazem parte do processo natural de envelhecimento”, considera Fábia de Sousa, uma das coordenadoras da equipe.

Para a aposentada Francisca Herculano, 54 anos – que já começou a sentir os efeitos da memória mais lenta em seu dia-a-dia – o curso é uma oportunidade para gozar a velhice de uma forma mais digna. “Eu já comecei a esquecer o nome das pessoas, e acho horrível estar conversando com alguém e não saber quem é. Por isso estou amando participar da oficina, não quero continuar assim”, observa.

Segundo dados da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), o número de idosos no mundo cresceu, e as projeções revelam que em 2025 eles serão 15,6% da população mundial. Em 1940, o percentual era de apenas 4,1%.
       
Segundo a professora Juliana Pessoa, uma vez que o envelhecimento é algo natural para qualquer ser humano, o grande desafio é entender o que acontece com o cérebro durante esta fase da vida, para assim diminuir problemas como a lentidão de raciocínio, memória curta e dificuldades na linguagem.

“A oficina pretende capacitar os idosos a conviverem de uma forma harmônica com o meio em que vivem, criando estratégias para o desenvolvimento das atividades cognitivas”, pontua. E entre as atividades promovidas pela equipe, estão as rodas de conversa, jogos de memória e raciocínio lógico, caça-palavras, filmes e citação de textos.
       
Apesar de não ter percebido, ainda, falhas na memória, o aposentado Eraldo Santos, 73 anos, acredita que o principal benefício da oficina está sendo a chance de voltar a estudar. “As meninas estão exercitando nossa capacidade de raciocinar rápido, por isso, eu vou ter que consultar a tabuada, pra não fazer feio nos cálculos. E olha que faz mais de 50 anos que eu não leio uma”, finaliza. As inscrições para a Oficina da Memória podem ser feitas no Clube da Pessoa Idosa, localizado à Rua Guedes Vasconcelos, no Altiplano Cabo Branco. Mais informações pelo telefone 3252 1604.