Clube do Choro se apresenta na praça Rio Branco neste sábado

Por - em 25

O projeto ‘Sobremesa’, que é realizado todos os sábados na Praça Rio Braco, no Centro, traz o Clube do Choro da Paraíba como a próxima atração. A apresentação acontece no próximo sábado (27) das 12 às 14h. A praça Rio Branco foi totalmente restaurada e devolvida à população da Capital. O projeto é promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope).

Formação – O Clube do Choro da Paraíba, que surgiu em 1985, é formado por Eunice Dias (vocal e afoxé), José Fernandes (violão e vocal), Jonathan (flauta e saxofone), China (violão), Masinho (cavaquinho), Barroso (percussão e vocal) e Regivaldo (vocal e pandeiro). O repertório do grupo apresenta grandes clássicos do gênero, a exemplo de ‘Carinhoso’ (Pixinguinha), ‘Pedacinho do Céu’, ‘Brasileirinho e Delicado (Valdir Azevedo), ‘Noites cariocas’ (Jacob do Bandolin) e ‘Saxofone Porque Choras?’ (do paraibano de Itabaiana, Ratinho).

A integrante do grupo, Eunice Dias, revela satisfação em participar do projeto ‘Sobremesa. “A iniciativa é maravilhosa, além de ser a realização de um sonho meu e de todo o grupo, porque ainda existe muita gente que não sabe o que é o chorinho e tocar na praça, de forma gratuita é uma oportunidade de divulgar uma cultura nossa, que temos o maior prazer de apresentar. A praça é um lugar que agrega todas as pessoas, por isso é um espaço muito bom para os artistas mostrarem seus trabalhos”.

História – A Praça Rio Branco, que foi recentemente revitalizado pelo poder público municipal, faz parte do Conjunto Arquitetônico da Capital pertencente ao Patrimônio Histórico Nacional. Conhecida também como Praça do Erário, a praça está localizada em frente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entre as ruas Visconde de Pelotas e Duque de Caxias. O local foi recuperado graças a uma parceria do Iphan com a Prefeitura de João Pessoa. Agora, o logradouro será utilizado como mais um espaço de lazer e cultura da cidade.

Saiba mais – O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil. Segundo pesquisadores, o gênero surgiu em meados de 1870, no Rio de Janeiro. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são conhecidos como chorões.

O termo choro resultaria dos sons plangentes, graves das modulações que os violonistas exercitavam a partir das passagens de polcas. Essas eram transmitidas pelos cavaquinistas, que induziam a uma sensação de melancolia. Quando apareceu, era apenas uma forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros populares naquele tempo, a exemplo do xote, valsa, polca, além do africano lundu.

Os chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga (1847-1935), Ernesto Nazareth (1863-1934) e Pixinguinha. Entre as composições do maestro Heitor Villa-Lobos (1888-1959), o ciclo dos choros é considerado o mais significativo.