Coleta de dados vai permitir análise do impacto da erosão no Cabo Branco

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Um convênio entre a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) e o Ministério da Integração Nacional (MIN) possibilitou que, em junho deste ano, pesquisadores das Universidades Federal da Paraíba (UFPB) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) dessem início à coleta de dados que vai subsidiar os projetos de contenção da erosão na falésia do Cabo Branco e praia do Seixas.

Um programa avançado de informática – utilizado pela UFRPE – vai permitir a modelagem matemática, isto é, que o resultado desse levantamento seja trabalhado no computador como se fosse um simulador de soluções, a partir do qual vai se chegar ao projeto mais adequado de proteção à falésia.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabeleceu um período mínimo de um ano para a observação dos dados variáveis da dinâmica costeira (direção e intensidade dos ventos, altura das marés e temperatura da água, entre outros) a fim de que esses elementos sejam estudados nas quatro estações. Outros estudos como a batimetria – profundidade das águas – e delimitação das áreas de influência já foram realizados.

Como área de influência direta ficou estabelecido um trecho de aproximadamente 3 Km entre as praias da Penha e Cabo Branco, sendo 1000 metros em direção ao mar, e 300 metros ao continente. Todo o litoral que vai da Barra de Gramame até Cabedelo será analisado como área de influência indireta.

Todo esse investimento e esforço por parte da PMJP é minimizar, ao máximo, os impactos físicos e também visuais que as intervenções possam causar na falésia, cuja longevidade depende da diminuição da erosão marinha. A Secretaria de Meio Ambiente (Semam), que acompanha o cronograma dos trabalhos, estima que até junho do próximo ano, os especialistas envolvidos nas pesquisas já tenham a solução técnica mais adequada.