Combate à violência contra Mulher tem participação da PMJP

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A Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM) da Prefeitura de João Pessoa (PMJP) participou na tarde desta quarta-feira (25), da mobilização alusiva ao Dia Internacional de Combate a Violência contra a Mulher. O ato público foi realizado no anel externo do Parque Sólon de Lucena (Lagoa) e reuniu dezenas de representantes de entidades e do movimento de mulheres e entidades feministas.

A coordenadora da CPPM, Nézia Gomes, disse que a mobilização teve sua importância, mesmo não se tendo o que comemorar. “Mais um ano estamos na rua, pedindo justiça por todas as mulheres assassinadas. A luta de combate à violência é grande e de responsabilidade de todas as pessoas, seja governo ou sociedade civil”, destacou.

Mobilização – Com o tema “Meu corpo é meu! Não se maltrata, não se viola e não se mata. Pelo cumprimento da Lei Maria da Penha Já!”, a mobilização foi uma iniciativa do Movimento Organizado de Mulheres, com o apoio da Coordenadoria das Mulheres. Na ocasião um abaixo-assinado foi disponibilizado à população, reivindicando a criação de Juizados Especiais para a efetivação da Lei Maria da Penha. “Essa lei é a maior vitória do movimento de mulheres. Infelizmente, a Justiça já desmarcou três audiências para o avanço na efetivação da lei aqui na Paraíba”, observou a vereadora Sandra Marrocos.

Para a representante da União Brasileira de Mulheres, Vera Dias, a mobilização teve caráter reivindicatório, pelo desrespeito que todas as mulheres vêm sofrendo, na violação de seus direitos. “Nós mulheres recebemos cotidianamente tratamento desumano, somos humilhadas e sofremos violência. Pedimos às autoridades, Justiça e respeito aos nossos direitos”, complementou.

Excelência – O Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, da Prefeitura de João Pessoa, é o único serviço na Paraíba, referenciado no atendimento às mulheres vítimas de violência. O serviço é composto por uma equipe multiprofissional que disponibiliza psicólogas, advogada, assistente social e arte educadora. Este ano, de janeiro a outubro, o Centro, já notificou 412 casos de violência, dando uma média de 41 mulheres atendidas ao mês.