Comerciantes aderem a projeto de reaproveitamento de óleo

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O projeto sócio-ambiental ‘Não vai pelo Ralo’, desenvolvido pela Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) recolheu, de janeiro a maio deste ano na Capital, 3.750 litros de óleo de comida, que foram transformados em sabão ecológico. A ação tem atraído vários comerciantes, a exemplo de Francisco Leite, proprietário de um restaurante nos Bancários, que, sem saber o que fazer com o óleo de cozinha usado, procurou a Emlur para se informar sobre qual a forma de dar um destino correto ao produto usado em seu estabelecimento. Agora ele faz parte do ‘Não vai pelo Ralo’.

O projeto tem o objetivo de promover um destino final adequado ao óleo de cozinha, além de promover emprego e renda com a realização de oficinas que ensinam a fabricar sabão ecológico a partir do material coletado.

A empresa de Francisco Leite produz por semana uma média de 15 litros de óleo, que seriam depositados em lugar inadequado: na rede de esgoto. Ele resolveu procurar a Emlur ao perceber que o material poderia ter um destino final correto. “Atualmente, fala-se muito em responsabilidade sócio-ambiental nas empresas, que é uma forma de publicidade. Ao procurar a Emlur, fiz com sentimento de preservação do meio ambiente, de coração’, afirmou.

Para Elma Maria Xavier, diretora do Departamento de Valorização e Recuperação dos Resíduos Sólidos (Devar) da Emlur, a atitude do comerciante é um exemplo de responsabilidade cidadã. “Ele mostrou que é um dever de todos os cidadãos dar um destino correto tanto aos resíduos sólidos como ao óleo de cozinha usado, que deve ser deixado em pontos de recolhimento que existem na cidade”, explicou

Coleta – Existem cinco pontos de recolhimento onde a população pode fazer a entrega do óleo de cozinha usado:

– Na sede da Emlur, localizada na avenida Minas Gerais, 177, Bairro dos Estados; 

– No Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), antigo Cefet- PB, localizado na Avenida 1º Maio, 720, Jaguaribe;

– Nos supermercados Carrefour, Hiper, Extra e Pão de Açúcar;

Nos Núcleos de Coleta Seletiva da cidade:

-Núcleo Cabo Branco, na Avenida Paulino Perito, s/n (ponto de referência: entre a antena da Vésper e o ‘Posto Cabo Branco’);

– Núcleo Bessa, localizado por trás do terminal de ônibus 5010;

– Núcleo Acordo Verde, na rua Manoel Roberto Nascimento, s/n, Cidade Verde (por trás do CAIC);

– Núcleo 13 de Maio, na Avenida Espírito Santo, s/n.

Além desses pontos, o material também é recolhido pelos agentes ambientais da Coleta Seletiva. Nas sextas-feiras, a Emlur apanha o óleo em estabelecimentos cadastrados no programa ‘Não vai pelo Ralo’. Por semana, é recolhida uma média de 150 litros de óleo, reaproveitado e transformado em sabão ecológico na Oficina de Artes da autarquia.

Segundo o superintendente da Emlur, Deusdete Queiroga Filho, o ‘Não vai pelo Ralo’ é uma iniciativa que vem demonstrando resultados positivos. “O trabalho com o projeto vem mostrando que os moradores estão exercendo sua cidadania, com responsabilidade e consciência sócio-ambiental”, afirmou.

Impactos ambientais – Quando é jogado no ralo, o óleo de cozinha promove uma série de transtornos, desde o entupimento de encanamentos até a poluição de solos, rios e mares, já que o material não é solvente. Um litro desse produto pode poluir até cerca de um milhão de litros cúbicos de água e criar uma película nela que impede sua oxigenação, promovendo a mortandade de animais e vegetais.