Conferência de Defesa Civil debate contenção de desastres

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A ‘I Conferência Municipal da Defesa Civil’ está sendo realizada durante toda esta quarta-feira (27), com discussões e abordagens de parâmetros de proteção física, estrutural e ambiental para a cidade de João Pessoa. O vice-prefeito, Luciano Agra, participou da solenidade de abertura, no início da manhã, e ressaltou a importância da participação da sociedade para o planejamento de políticas públicas para contenção dos desastres provenientes da ação da natureza e do homem, que vem afetando as estruturas climáticas de todo o planeta.

A atividade acontece, até as 17h, no auditório da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Arte, com a presença de representantes da sociedade civil organizada, entidades, órgãos públicos, sindicatos e os 300 delegados eleitos em votação que irão representar a Capital durante as conferências Estadual e Nacional. A professora de psicologia da Universidade Católica Dom Bosco, do Mato Grosso do Sul, Ângela Coelho, proferiu a palestra ‘Defesa Civil e Assistência Humanitária: Uma Ação Integrada e Contínua’.

Luciano Agra destacou que, diferente de cidades dos demais estados do Sul e Sudeste, João Pessoa é uma das mais privilegiadas, já que não existem registros de grandes tragédias relacionadas a imprevistos naturais. “Anda não sofremos uma intervenção da magnitude que foram registradas recentemente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Mesmo assim, estamos avançando e buscando meios cada vez mais eficazes para impedir que as pessoas, principalmente, as mais carentes sofram as consequências climáticas. Cada um de nós é protagonista neste processo”, disse Agra.

O coordenador da Defesa Civil, Manuel Duré, apresentou um panorama sobre as consequências das mudanças do clima em detrimento do crescimento irregular das grandes cidades e fez um alerta sobre a escassez dos recursos naturais. “Milhares de pessoas já sofreram as consequências. A interferência humana e os fatores climáticos estão interligados ao crescimento desordenado da cidade em detrimento da desigualdade social. A sociedade é co-participativa e este é o momento de ancorar as políticas públicas que atendam a qualidade de vida, o fortalecimento e a capacidade local de construir uma proteção coletiva”, acrescentou Duré.