Congolês Ray Lema faz show eclético no Estação Nordeste

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O último fim de semana do projeto Estação Nordeste foi marcado pelo sincretismo cultural e a mistura de ritmos. Na noite da última sexta-feira (29), a grande atração foi o pianista congolês Ray Lema. Com maestria o músico desdobrou o clássico,o jazz e a batida africana, convidando o público que prestigiou o Ponto de Cem Réis, para uma viagem no que há de melhor na música mundial.

Ainda fizeram parte da festa, o cantor e compositor paraibano Adeildo Vieira e o coco-de-roda do grupo Caiana dos Crioulos, da comunidade quilombola existente nas imediações do município de Alagoa Grande. O Estação Nordeste, que movimentou todo mês de janeiro e o Verão da Capital, é uma realização do Governo Municipal, através da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjop). O projeto terminou e já deixa saudades para os amantes da boa música.“A prefeitura investiu em artistas de qualidade. Todos os fins de semana a gente tinha um motivo especial para sair de casa, disse Raquel Calado, estudante de arquitetura e que foi ao centro da cidade assistir a performance do músico Ray Lema.

O prefeito Ricardo Coutinho recepcionou o pianista Ray Lema, minutos antes do show ao palco. Para o artista, o Estação Nordeste coloca a cidade de João Pessoa na rota dos grande festivais de música. Acostumado a tocar para um público diversificado e seleto, o artista afirmou que ficou emocionado com a receptividade dos paraibanos. “Essa é minha primeira vez na Paraíba e eu não poderia recusar este convite tão especial. Estou muito feliz em poder cantar para um público tão caloroso”, comentou Ray.

Esse é o momento de agradecer não só aos artistas, mas o público que fez deste Estação Nordeste o melhor de todos os tempos, acrescentou Ricardo Coutinho. Já o artista da terra, Adeildo Vieira, apresentou algumas canções inéditas do seu novo trabalho, intitulado ‘Há Braços’, mas também relembrou antigos sucessos que o consagraram durante os seus mais de 10 anos de carreira. “Essa é uma noite muito especial. Brindemos a lua cheia compartilhando dos ritmos africanos, roda de sambas e tudo aquilo que fala a nossa língua, complementou.