Conselho dos Direitos da Mulher vai funcionar no Paço Municipal

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Cerca de 50 mulheres representantes de órgãos governamentais e não-governamentais participaram na tarde desta segunda-feira (23) da inauguração da sede do Conselho Municipal dos Direitos da Mulheres (CMDM). A partir desta data, o Conselho vai atender diariamente no primeiro andar do Paço Municipal da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), no Centro. A presidente do Conselho, Lourdes Meira, informou que o objetivo da nova estrutura do órgão é oferecer um espaço para debates, conversas, atendimento às mulheres e ações temáticas ligadas às questões das políticas de gênero.

As reuniões passam a acontecer toda primeira segunda-feira de cada mês. Loudes Meira revela que a importância do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher é inquestionável. “De janeiro até esta data foram mortas na Paraíba 43 mulheres e outras 52 foram vítimas de estupro. O Conselho deverá contribuir para a garantia da integridade feminina”, avalia.

Reformulado – Criado em 1997, o Conselho teve sua Lei nº 120/2009 reformulada no início deste ano. O órgão é composto por 16 mulheres representantes governamentais e não-governamentais, sendo oito titulares e oito suplentes. A coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, Nézia Gomes, falou sobre a necessidade da instalação de uma sede para o Conselho. “É um lugar amplo, com espaço para reuniões, acesso à internet, que vai contribuir para fiscalizar, monitorar e propor novas políticas para as mulheres”, explica.

Estiveram presentes na solenidade representantes do Conselho da Mulher, do Centro da Mulher 8 de março, União Brasileira de Mulheres, Cunhã, Maria Quitéria, Sindicato das Trabalhadoras Domésticas, Secretarias do Desenvolvimento Sustentável (Sedes), da Saúde (SMS), Transparência e Educação (Sedec).

Mobilização – Nesta quarta-feira (25), Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, será realizado um Ato público na Lagoa do Parque Solon de Lucena pela Violência Contra a Mulher. O evento está marcado para começar às 13 horas, e haverá apresentações artísticas, distribuição de material educativo, além da coleta de assinaturas para um abaixo-assinado que pedirá a criação de um juizado especial para tratar da violência contra a mulher.