Coral Vozes da Infância presta homenagem a Jackson do Pandeiro

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O Coral Vozes da Infância, da Escola Municipal das Artes (Casa das Artes) da Prefeitura Municipal de João Pessoa, realizou na noite desta quarta-feira (31) o seu primeiro concerto solo. O espetáculo aconteceu no Teatro Santa Roza e foi uma homenagem ao cantor e compositor paraibano Jackson do Pandeiro, em comemoração ao aniversário de nascimento do artista.

Durante a apresentação, o Coral encantou a plateia presente com canções como “O Canto da Ema”, “Sebastiana”, “Casa Amarela”, “Na Base da Chinela”, “Forró em Campina”, entre outras, acompanhado do grupo Oitavas do Choro, com a participação do mestre Baixinho do Pandeiro, sob a regência do maestro assistente Hélio Medeiros, na sanfona.

Segundo Medeiros, o concerto foi o coroamento de um trabalho desenvolvido desde maio deste ano. “Nosso objetivo inicial era apresentar as músicas de Jackson do Pandeiro durante um concerto no São João, mas o projeto tomou outros rumos maiores, então pensamos em homenagear esse ícone da música paraibana no dia do seu aniversário”, contou o maestro. Ele disse também que, apesar do grupo já ter se apresentado outras vezes em eventos, esta é a primeira vez que realiza o espetáculo para um público que veio só para assisti-lo.

O coordenador da Casa das Artes, Luis Carlos Vasconcelos, explicou que o trabalho desenvolvido no Coral Vozes da Infância é pedagógico e educativo. “Nosso objetivo é conduzir esse grupo de jovens a excelência no canto”, frisou.

O concerto foi uma parceria da PMJP, Casa das Artes, Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e Fundação Espaço Cultural (Funesc).

Projeto Social – Atualmente, o Coral Vozes da Infância, regido pelo maestro Elias Moreira, reúne 60 crianças e adolescentes, entre seis e 16 anos. O projeto da PMJP, por meio da Secretaria de Educação (Sedec) e Funjope já transformou a vida de muitos desses jovens.

 

Luiz Carlos Vasconcelos elencou a autoestima como o principal fator de mudança. “Nós percebemos a elevação da autoestima desses meninos na escola, na família e na comunidade”, pontuou e disse que para participar basta gostar de cantar, ter ritmo e boa voz. “Diante dessas características, fazemos uma seleção para sabermos se a pessoa está apta ou não a participar do Coral”, falou.

 

Para Hélio Medeiros, a rotina com esses meninos e meninas é um aprendizado constante. “Quando fui convidado a participar do projeto não poderia imaginar o quanto eu iria aprender com eles. São crianças, na sua maioria, de baixa renda, que passam por diversos problemas, mas que estão sempre com o sorriso no rosto”, refletiu.

 

União, concentração, talento, educação e disciplina são algumas das características pontuadas pelos coralistas como parte dos aprendizados dia-a-dia nos ensaios e no projeto.