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Mulheres da Cultura Popular serãohomenageadas no São João de JP

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As mulheres que se apresentarão no Palco da Cultura Popular, durante as festas juninas da Capital, serão homenageadas pela Prefeitura de João Pessoa. A terceira versão do Prêmio “Construindo a Igualdade de Gênero no Melhor São João da Gente” é uma ação da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, em parceria com a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

A proposta do prêmio é reconhecer a produção cultural das mulheres como contribuição para uma cultura mais igualitária e não discriminatória. “Queremos valorizar a produção e a qualidade dos trabalhos das mulheres. Nossa intenção, também, é estimular e divulgar a produção musical que não reproduz discriminação e estereótipos, mas que respeita os valores da nossa terra e a dignidade humana”, afirmou a Secretária de Políticas para as Mulheres, Douraci Vieira dos Santos.

Ainda de acordo com a secretária, a idéia é que esta iniciativa sensibilize os homens que fazem cultura no Estado. “A partir desse prêmio esperamos sensibilizar também os homens produtores para que nos conteúdos expressos nos seus trabalhos haja a construção de novos valores e afirmação das relações de igualdade entre homens e mulheres. É necessário construir equidade na cidade de João Pessoa e esta é uma tarefa de todas as pessoas”, destacou Douraci Vieira dos Santos.

Do dia 23 a 28 de junho, o Largo de São Pedro Gonçalves servirá de palco para apresentações de coco de roda, forró pé de serra, mazurca, ciranda, xaxado, samba de roda, entre outras atrações distribuídas em mais de 40 grupos de cultura popular. Este ano, mais de 20 mestras e 230 mulheres integrantes dos grupos populares serão homenageadas. Cada uma delas receberá uma medalha em reconhecimento ao trabalho que desenvolvem.

“Esta é uma política de gestão. Valorizar nossas raízes, reconhecendo a contribuição de muitas mulheres que vivem nas comunidades com uma sobrecarga doméstica, mas que disponibilizam tempo para se dedicar às tradições. É reconhecer a capacidade e potencialidades destas mulheres como agente de desenvolvimento e, que por toda sobrecarga da vida, perdem oportunidades de mostrarem suas riquezas culturais”, enfatizou a secretária.