Dado Villa-Lobos é atração no último dia da Mimo na Capital

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A mistura do samba e da bossa nova com o rock, traduzida na harpa de Cristina Braga e na guitarra de Dado Villa-Lobos, vai acontecer nesta terça-feira (7), no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa. Os dois artistas e a Orquestra Sanhauá são as atrações do último dia da Mostra Internacional de Música em Olinda (Mimo) na capital paraibana. O evento gratuito é uma parceria da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) com a Lume Arte, realizadora do festival. A entrada do evento é gratuita.

A primeira harpista da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o guitarrista da extinta banda Legião Urbana irão se apresentar na nave central da Igreja de São Francisco. Eles estão na programação da Mimo em Olinda e em João Pessoa.

Cristina Braga já tocou sob a regência do violoncelista e compositor russo Mstislav
Rostropovich. Ela também já esteve sob a coordenação do maestro e compositor de ópera e balé ítalo-brasileiro Silvio Sergio Bonaccorsi Barbato (1959-2009), falecido recentemente. Sozinha, a musicista já gravou 14 discos e acompanhou nomes como Nara Leão e Andy Summers.

Já Dado Villa-Lobos, sobrinho-neto do maestro Heitor Villa-Lobos, passou a infância e a adolescência em Brasília, onde se envolveu com o punk rock. Íntimo de diversos estilos, tem um disco solo, além de produções, participações e composições para filmes.

Dado assumiu a guitarra da Legião Urbana em 1983. Tocou na banda “Dado e o Reino Animal” antes de substituir Ico Ouro-Preto às vésperas da gravação do primeiro LP. Ele é autor das trilhas sonoras dos filmes “O Homem do Ano” (de José Henrique Fonseca) e Bufo & Spallanzani (de Flávio Tambellini). Nessa última obra cinematográfica, o músico recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival do Cinema Brasileiro, em Miami. Também é autor da trilha de Pro Dia Nascer Feliz (de João Jardim), com a qual foi vencedor do Kikito de Melhor Trilha Sonora, no Festival de Gramado de 2006.

Orquestra Sanhauá – O grupo, que vai ser apresentar no Adro interno da Igreja de São Francisco, estreou em João Pessoa há dois anos. A iniciativa foi inspirada por orquestras comandadas por Severino Araújo e Moacir Santos e pelas big bands americanas de jazz. Entre os instrumentos está o clarinete, saxofone, trompete, trombone, percussão, bateria, baixo e guitarra.

Os músicos da Orquestra Sanhauá integram de outros grupos instrumentais paraibanos como o JP Sax, o Quarteto de Trombones da Paraíba, o Sexteto Brassil, a Banda 5 de Agosto, a banda do 15º Regimento de Infantaria, além da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Na Mimo, o repertório vai passear por frevos, além de releituras de Moacir Santos, Luiz Gonzaga e Djavan.

Mimo na capital paraibana – Desde o ano passado, João Pessoa faz parte da programação da Mostra Internacional de Música em Olinda (Mimo), que está na sétima edição e acontece simultaneamente no Recife (PE). Da primeira vez, a capital paraibana recebeu o francês Didier Lockwood, considerado um dos mais importantes violinistas do jazz da atualidade, com o compositor e arranjador brasileiro, Ricardo Herz.

O duo contou ainda com a participação do Quinteto da Paraíba e do rabequeiro Antônio Félix, de Várzea Nova (PB). Esse ano, o evento acontece de 4 a 7 de setembro. Em João Pessoa os locais escolhidos para as apresentações foram as igrejas de São Frei Pedro Gonçalves e da Misericórdia, além da Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves e do Centro Cultural São Francisco.