Defesa Civil alerta comunidades ribeirinhas sobre maré alta

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A Defesa Civil do Município alerta três comunidades ribeirinhas de João Pessoa para a maior ressaca do ano no litoral pessoense, durante este final de semana. Porto do Capim, Beira da Linha e, possivelmente, algumas casas da entrada do Bairro São José deverão ficar alagadas. É que o nível de água do Rio Sanhauá, que corta essas comunidades, ficará mais elevado deste sábado (19) até a próxima terça-feira (22).

A maior alta da ressaca será de 2,8 metros, às 16h13 do sábado (19) e às 16h58 do domingo. Na segunda-feira, começa a baixar: 2,7 metros, às 5h17 e 17h41; e, na terça, 2,6 metros, às 6h e 18h26. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Rodrigo Marques, haverá um monitoramento nas regiões ribeirinhas para o caso de algum incidente, mas acredita que não haverá problemas mais graves. “Os agentes comunitários desses locais já estão alertando os moradores e eles sabem como proceder. Mas, caso aconteça algo mais complicado, o órgão estará de plantão para acompanhar e atender possíveis ocorrências”, disse.

Em fevereiro passado, quando aconteceu a última ressaca, Marques visitou algumas casas que margeiam o Rio Sanhauá. “Algumas casas estão praticamente dentro do leito do rio. Então as pessoas retiram móveis, colocam as coisas em lugares altos e esperam a maré baixar”, contou. De acordo com ele, não será o caso de levar as pessoas para abrigos, pois não há previsão de chuvas para o período da ressaca, o que pioraria a situação.

Ressaca – As ressacas acontecem quando rajadas de vento fazem subir o nível do oceano e aumentam, já em mar aberto, o tamanho das ondas. Impulsionada por correntes marítimas, a massa de água caminha com velocidade crescente até encontrar o litoral. Ao chegar à praia, o mar agitado inunda a faixa de areia e as ondas quebram bem próximas da orla. A força da ressaca costuma alagar avenidas e danificar construções à beira-mar.

Na praia de Manaíra, é comum as pessoas pararem para observar o espetáculo das fortes ondas batendo na mureta de proteção e invadindo parte da calçada. A previsão é que nos meses de abril, agosto e setembro haja novas altas de marés, com elevações que chegarão a 2,7 metros.