Defesa Civil cobre barreira e protege casas de comunidade

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A Defesa Civil Municipal coordenou a cobertura com lona plástica de uma extensão de 40 metros da barreira da Comunidade Santa Bárbara, no bairro Valentina Figueiredo, na manhã desta segunda-feira (7). A ação teve o objetivo de proteger dez moradias localizadas no topo e sopé da encosta, que estão sob risco iminente de desmoronamento.

O trabalho, executado por homens da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) e Secretaria de Infra-Estrutura (Seinfra), deverá ser estendido a outras áreas da Capital nos próximos dias. No último fim de semana, 30 famílias do Porto do Capim, Ilha do Bispo e Alto do Mateus precisaram ser retiradas de suas casas, que foram inundadas por causa do aumento de volume de água do rio Sanhauá, provocado pela cheia do rio Paraíba.

Monitorando áreas
– Mesmo que o período chuvoso no Litoral só tenha começado oficialmente este mês, a Defesa Civil de João Pessoa vem monitorando 28 áreas de risco da cidade, desde o início do ano, e iniciou um plano preventivo de acidentes na segunda quinzena de março. O coordenador do órgão, Manoel Duré, explicou que a cobertura de encostas é um trabalho que vem sendo executado com sucesso pela Comissão de Defesa Civil de Recife e foi adotado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), este ano, para minimizar os efeitos das chuvas, que todos os anos causam deslizamentos de barreiras e, conseqüentemente, desmoronamento de casas situadas nesses locais.

“Nos próximos dias, vamos executar esse mesmo trabalho nas barreiras do Timbó, Maria de Nazaré e Saturnino de Brito. Estamos monitorando todas as áreas de risco da cidade e, conforme haja necessidades, outras encostas poderão sofre intervenção”, explicou Duré, acrescentando que a Prefeitura adquiriu 1.500 metros de lona plástica para esta primeira etapa dos serviços.

Famílias relocadas – Nesse fim de semana, por causa das marés de 2.6 e 2.7 metros, as águas do rio Sanhauá subiram e atingiram algumas moradias em três comunidades da Capital. A água entrou nas casas e, em algumas moradias, chegou a uma altura de um metro. Na sexta-feira, a Comissão de Defesa Civil acionou o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e retirou a primeira família atingida no Porto do Capim, que foi transferida para casa de parentes em Cabedelo.

No sábado, a maré voltou a subir e mais doze famílias do Trapiche (Porto do Capim) tiveram que ser relocadas, sendo seis para uma escola estadual e outras seis para casas de parentes. Na ilha do Bispo, outras duas casas foram inundadas e as famílias foram alojadas em casas de familiares.

“A situação pior foi na Comunidade Beira da Linha, onde tivemos que relocar 15 famílias que tiveram suas casas invadidas pela água e foram colocadas em uma creche desocupada no Alto do Mateus. Passamos o domingo todo monitorando essas comunidades e continuamos de prontidão. Ocorreu que o rio Paraíba, com um volume de água muito grande por causa das chuvas no Cariri, também elevou o nível do Sanhauá e a maré alta contribuiu para dificultar ainda mais a situação”, explicou.

Calendário – As ações do Plano de Contingência montada pela Defesa Civil para este período chuvoso já atingiram as comunidades Saturnino de Brito, Santa Clara, Timbó, Santa Bárbara e Beira da Linha. Esta semana, as equipes deverão estar no Novo Horizonte (Cristo) e Maria de Nazaré (Grotão).

Estão sendo executados serviços de limpeza, desobstrução e manutenção nos sistemas de drenagem e esgotamento; retirada de entulhos da vias públicas, encostas e sopé de barreiras; limpeza de áreas ribeirinhas; remanejamento de postes e fiação em locais que oferecem riscos; fiscalização constante para evitar construções em locais perigosos, além de desratização e combate ao mosquito da dengue e outros vetores que se proliferam no período chuvoso e de uma ação educativa, junto às famílias que habitam nas áreas. Cerca de 50 mil pessoas vivem nas 28 áreas de risco da cidade. As chuvas devem continuar caindo de forma regular na região até o mês de julho.