Desfile exibe roupas feitas de materiais que iam para o lixo

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Você já pensou em usar um vestido feito de sacos plásticos ou um colete de tampinhas de garrafas? Essas peças existem e, sem dúvida, você as usaria sem saber de que foram feitas. Elas são algumas das roupas elaboradas pela Oficina de Artes da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) e vão vestir modelos do desfile que acontece nesta quinta-feira (5), a partir das 15h, no Serviço Social do Comércio, Centro de João Pessoa, numa das atividades da Semana do Meio Ambiente, promovida pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP).

Todas as peças foram feitas a partir de materiais que as pessoas costumam jogar no lixo, como garrafas pets, vidro, tampinhas de garrafa, papel de chocolate, lacres de latinhas, retalhos, jornal, papelão, entre outros materiais. A atividade tem o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de dar novos usos a materiais.

Nas mãos habilidosas do artista plástico Roberto de Carvalho, da designer Camila Demori e dos artesões Ana Nery e Rivaldo Santana, materiais que iriam poluir o meio ambiente são transformados em peças bonitas e com novas utilidades. Esse trabalho desenvolvido pela Oficina de Artes chama atenção para a reciclagem de resíduos que seriam lançados no meio ambiente e mostra que tudo pode ser transformado.

Quem for ao desfile poderá ver de perto uma saia feita de jornal, um top de papel de chocolate, um vestido de sacos de colocar lixo, um colete feito de tampinhas de garrafas amassadas e pintadas, uma blusa de lantejoulas feitas de garrafa pet, um cosselet decorado com pequenos pedaços de vidro, um vestido feito de caixas tetra park, entre outras. As peças serão apresentadas pelas estagiárias do Departamento de Valorização e Recuperação de Resíduos Sólidos (Devar) da Emlur.

O coordenador da Oficina de Artes, Roberto de Carvalho, contou que para elaborar as roupas estão sendo usados todos os materiais recicláveis (vidro, papel, metal e plástico), além de outros elementos que não podem ser reciclados. Ele lembrou que o desfile chama a atenção para a necessidade de dar novos usos a produtos que se costuma jogar fora. O artista plástico acrescentou que ao ver as peças certamente as pessoas não saberão do que foram feitas. “Nossa intenção é que as pessoas vejam e não saibam de que é”, disse.

A superintendente da Emlur, Laura Farias Gualberto, falou da importância de se promover um desfile de peças feitas através do reaproveitamento de materiais, que mostra a necessidade de preservar o meio ambiente, dando novos usos a materiais que se costuma jogar fora. “Com esse trabalho nós mostramos que materiais que as pessoas pensam que não têm utilidade podem ser transformados em bonitas peças. Através desse trabalho ainda pretendemos estimular uma reflexão a respeito das questões ambientais”, comentou.