Direitos humanos: Centro atende a 126 casos de vítimas de crimes

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Desde quando foi implantado, em fevereiro deste ano, o Centro de Atendimento a Vítimas de Crimes (Ceav) já contabilizou 126 atendimentos. A iniciativa é fruto de um programa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com administração local da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). O objetivo é disponibilizar um trabalho tanto preventivo como também de orientação junto às pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Como ressaltou a coordenadora do Ceav, Daniela de Queiroz, o eixo principal do programa são os crimes violentos. “Mas damos também orientação sobre qualquer tipo de violação de direitos humanos fundamentais”, afirmou. “Portanto, se alguém se sentir violentado, pode vir ao centro para orientarmos e encaminharmos ao órgão competente. Monitoramos o andamento de todo processo”, acrescentou.

Assistência – O Ceav disponibiliza o acompanhamento psicológico e social, além de fazer o encaminhamento jurídico dos casos. De acordo com a coordenação local do programa, 126 vítimas diretas foram atendidas desde que o serviço foi implantado. “Prestamos ainda assistência às vítimas indiretas, como familiares e testemunhas que se sentem envolvidas ou prejudicadas com o fato criminoso”, observou Daniela.

Dos casos registrados este ano, 27 foram atendimentos a familiares de vítimas de homicídio. Dez casos de estupro mereceram registro; atentado violento ao pudor, 4; ameaças, 5; lesão corporal, 49; tentativa de homicídio, 7; crimes diversos, 8. Houve ainda um episódio de bullying.

Plantões – “Fazemos plantões no IML (Instituto de Medicina Legal), oferecendo orientação aos familiares”, disse Daniela de Queiroz. “O Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), por exemplo, é parceiro nosso. A equipe de lá faz visitas domiciliares e diagnosticam as necessidades. Outra forma de agirmos é através do trabalho preventivo. Vamos, por exemplo, a escolas e falamos sobre direitos humanos. É uma maneira das pessoas identificarem a violência, que não significa apenas agressão física”, destacou a coordenadora.

O plantão do Ceav no IML acontece das 8h às 12h, de segunda a quinta-feira. Na ocasião, é feito um breve acolhimento para identificar as vítimas indiretas, que tiveram familiares ou amigos falecidos. Também são contatadas as pessoas que chegam ao local para fazer exame de corpo-delito. Após a orientação, o usuário é encaminhado para receber atendimento na sede do centro.

Diagnóstico – O Ceav faz ainda mapeamento das instituições que atuam nas comunidades. Como esses locais têm vínculo direto com os moradores, é possível diagnosticar os casos de violação. Outra forma de encontrar usuários em potencial é graças a parceria com o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), que trabalha com violação sexual infanto-juvenil, e com o Centro de Referência da Assistência Social (Cras), que atua em um leque mais aberto de casos. Ambos os serviços fazem visitas domiciliares.

Os interessados podem ainda acionar o Ceav pelo número gratuito 0800 282 7969. O telefone funciona no Creas, mas serve também às pessoas em situação de vulnerabilidade social vitimadas por atos criminosos. Contatos com Daniela de Queiroz – 8824 5834/ 3214 7881.