É hoje: ‘Paralamas’ e ‘Rastamen’ na abertura do Estação Nordeste

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Grandes sucessos do rock brasileiro animarão a noite de abertura do projeto ‘Estação Nordeste’, que acontece na sexta-feira (4), a partir das 21h, no palco instalado próximo ao Busto de Tamandaré, com a banda ‘Paralamas do Sucesso’. No primeiro show da noite, muito reggae com a banda paraibana ‘Rastamen’.

O projeto ‘Estação Nordeste’ acontece de 4 a 25 de janeiro, no palco instalado entre as areias das praias de Cabo Branco e Tambaú e em diferentes praças de João Pessoa. A promoção é da Prefeitura Municipal (PMPJ), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope). O evento tem o apoio do Ministério do Turismo e Caixa Econômica Federal.

‘Paralamas’ – A banda de rock brasileiro surgiu no Rio de Janeiro no final dos anos 70 e desde 1983 é formada pelos músicos Herbert Vianna, na guitarra e vocal; Bi Ribeiro, no baixo, e João Barone, na bateria. No início, o grupo misturava ‘ska’ com ‘rock’ e posteriormente passou a agregar instrumentos de sopro e ritmos latinos, inspirado pela sonoridade de grupos como ‘The Police’, ‘The Beat’ e ‘The Specials’, que reciclavam os ritmos criados na Jamaica.

Em 1983, a banda gravou o primeiro LP, intitulado ‘Cinema Mudo’, com músicas que se tornaram grandes sucessos como ‘Vital e sua moto’ e ‘Patrulha noturna’. O segundo LP, ‘O Passo do Lui’, veio em 1984, com os sucessos ‘Óculos’, ‘Ska’ e ‘Meu erro’. Em 1986, o grupo lançou o revolucionário ‘Selvagem?’, com críticas sociais em ‘Alagados’, letras políticas como ‘Selvagem’, composições bem humoradas como ‘O melô do marinheiro’, além de um tributo ao mestre Tim Maia, na composição ‘Você’ e a parceria com Gilberto Gil na música ‘A novidade’.

Em 1988, saiu o disco ‘Bora Bora’, com os sucessos ‘O beco’, ‘Uns dias’ e ‘Quase um segundo’. No ano seguinte, veio o LP ‘Big Bang’, contando com canções empolgantes como ‘Perplexo’, e líricas como ‘Lanterna dos afogados’. Nessa época, o trio lançou a coletânea ‘Arquivo’, com os sucessos dos anos 80.

Logo no início dos anos 90, veio o LP ‘Os Grãos’, com uma sonoridade puxada para os teclados e canções de menor apelo popular. Neste período, Herbert, Bi e Barone passaram três meses em Londres com o produtor Phil Manzanera gravando o disco ‘Severino’, lançado em 1994, considerado por uma parte da crítica o ‘Sgt. Pepper’s’ da geração 80 do rock brasileiro.

Em 92, eles lançaram nos países latino-americanos a coletânea ‘Paralamas’, com versões em espanhol de seus sucessos, a exemplo da versão em espanhol de ‘Severino’, batizada de ‘Dos Margaritas’, que fez grande sucesso na Argentina.

A partir daí, veio o ‘Vamo Batê Lata, Paralamas Ao Vivo’, que trazia acoplado um CD bônus com quatro músicas; duas delas são ‘Uma brasileira’ e ‘Luiz Inácio (300 picaretas)’. Em 96, veio o disco ‘Nove Luas’, com ‘Lourinha Bombril’, e ‘Hey na na’, lançado em 98, com os sucessos ‘Ela disse adeus’ e ‘O amor não sabe esperar’, com a participação de Marisa Monte.

Em 99, foi a vez do projeto ‘Acústico MTV’, com um repertório dominado por músicas significativas que não receberam a devida atenção, a exemplo de ‘Bora bora’, ‘Vai valer’ e ‘Trem da juventude’, com homenagens a Chico Science e Legião Urbana, além da inédita ‘Sincero breu’ e ‘Um amor um lugar’, gravadas antes por Fernanda Abreu.

No final do ano 2000, o trio lançou a coletânea ‘Arquivo 2’, que trazia a inédita ‘Aonde quer que eu vá’, parceria de Herbert com Paulo Sérgio Valle, um dos grandes compositores da MPB.

‘Longo Caminho’ – O músico Herbert Vianna denomina o CD ‘Longo Caminho’, lançado em 2002, de “o disco da minha renascença”, pois foi gerado em meio ao processo de recuperação do artista, que sofreu um acidente aéreo em 2001. O disco representa também uma continuidade dos planos que Herbert, Bi Ribeiro e João Barone esboçaram no final de 2000, que seriam uma parada de seis meses para reciclagem sonora e a subseqüente gravação de um disco de rock basicamente em trio.

Em 2004, o grupo lançou o CD ‘Uns Dias Ao Vivo’, com participações especiais de Dado Villa-Lobos, Andréas Kisser, Edgar Scandurra, Djavan, Nando Reis, Paulo Miklos, George Israel e Roberto Frejat. O CD traz inesquecíveis composições, a exemplo de ‘Soldado da paz’, ‘Que país é este’ e ‘Mensagem de amor’. O trabalho mais recente da banda é CD ‘Hoje’, gravado em 2005, com músicas inéditas, e em 2006, foi lançado o DVD de mesmo nome. Também no ano passado foi lançado o documentário ‘Herbert Bem de Perto’, com direção de Roberto Berliner.

‘Rastamen’ – A banda de reggae paraibana ‘Rastamen’ fará a abertura da primeira noite do ‘Estação Nordeste’, apresentando show ‘Semeando’. O grupo surgiu no início da década de 90, em João Pessoa, executando em seu repertório clássicos do estilo jamaicano imortalizados na voz do ícone Bob Marley, que traz em suas letras mensagens de paz, amor, união, consciência social e política, expressando sentimentos, pensamentos e reivindicações.

A banda, formada por Jerffison, na guitarra e voz; Lalo Miguel, na bateria; Vinícius, nos teclados; Everton, no baixo e Danylo Xarles, em outra guitarra, já faz parte da cena regueira paraibana há uma década, sempre participando de shows de grandes bandas, a exemplo de ‘Tribo de Jah’, ‘Edson Gomes’, ‘Junior Marvim’, ‘Adão Negro’, ‘O Rappa’ e ‘Natiruts’.

Na opinião do músico Jerffison, o ‘Estação Nordeste’ é um projeto importante para o fomento cultural da Capital. “Um dos grandes diferenciais deste projeto é que traz algo inovador e que mexe com toda a cidade durante o verão. Idéias como esta caracterizam a atual gestão municipal, que mudou para melhor o incentivo e o fomento à cultura, através das mais diversas áreas, e devem ser disseminadas e ampliadas”, observou.