Economista venezuelano conhece experiência do Empreender-JP

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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável da Produção de João Pessoa (Sedesp) recebeu nesta terça-feira (1º) a visita do economista colombiano Rafael Enciso, professor da Universidade Bolivariana da Venezuela. Ele esteve em João Pessoa para identificar e conhecer melhor experiências positivas de gestão pública com o objetivo de aplicá-las ao governo da capital, Caracas, e a outros governos venezuelanos.

Enciso já manteve contato também com as secretarias de Planejamento e de Turismo da Capital. Na Sedesp, ele teve a oportunidade de conhecer o programa Cinturão Verde, linha de crédito especial do Empreender-JP (Programa Municipal de Apoio aos Pequenos Negócios) voltada a produtores rurais. Com o coordenador do projeto, Roberto Vital, o economista visitou uma propriedade beneficiada na comunidade de Ponta de Gramame, no Litoral Sul.

“Com o apoio da Universidade Bolivariana da Venezuela, estamos buscando formas de integração e de colaboração com outras gestões da América Latina. Desta forma, começamos a visitar vários setores da Prefeitura de João Pessoa para levar experiências positivas para a Venezuela”, conta Rafael Enciso. “Pretendemos adaptar essas boas ações de gestão à realidade do governo de Caracas”.

O secretário da Sedesp, Raimundo Nunes, explicou que a Secretaria atua em várias frentes para promover a geração de emprego e renda na Capital. “Trabalhamos com o Sistema Nacional de Empregos, o Sine, que faz o encaminhamento ao mercado de trabalho. Também atuamos na qualificação profissional, com o programa Juventude Cidadã, em convênio com o Governo Federal, que hoje atende a 4,2 mil jovens em João Pessoa e deve ser renovado em 2010, passando a atender a 5,6 mil alunos”.

Ele citou, ainda, o programa Empreender como uma ação que não apenas gera postos de trabalho, mas também que amplia a base de consumo de toda a economia. “Apesar de o mercado informal ser o principal público do Empreender, ele afeta a cadeia produtiva por completo. Onde é que a pequena empresa de confecção vai comprar a matéria-prima e as máquinas? No mercado formal. Estamos ampliando a base de consumo de todo a economia”, explica.