Em 4 anos foram construídas 176 novas salas de aula na Capital

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Em quatro anos, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) construiu 176 salas de aula, distribuídas em oito novas escolas-padrão, em 10 novos Centros de Referência em Educação Infantil (Creis) e em 24 unidades educacionais já existentes, mas que foram ampliadas e reformadas. O aumento no número de salas faz parte da 1ª etapa do Programa ‘João Pessoa Faz Escola’, que já investiu R$ 27 milhões para a construção e reforma de escolas e Creis em vários bairros da cidade.

Atualmente, a rede municipal de ensino dispõe de 98 escolas, sendo oito construídas pela atual gestão. Das 90 unidades que já existiam na rede, 19 ganharam novas salas de aula. Já os Centros de Referência em Educação Infantil (Creis) somam 39 unidades. Destes, 10 foram erguidos nos últimos quatro anos e dos 29 Creis que já existiam na rede, cinco deles ganharam novas salas de aula.

Isso significa que, de 2005 até hoje, 128 novas salas de aula foram criadas nas escolas da rede municipal e 48 nos Creis. Outras 26 unidades também passaram por serviços de reforma, mas não necessitaram de acréscimo de salas de aula. De uma forma geral, as unidades que foram ampliadas ganharam laboratórios de Ciências e Informática, refeitório, pátio coberto salas de aula e administrativas e serviços de jardinagem. Além disso, elas também receberam melhorias da parte de manutenção dos prédios, com a renovação dos sistemas elétricos e hidráulicos.

“Isso não se fazia há muito tempo e nós passamos a adotar essa prática porque entendemos que a atenção com a estrutura das escolas e Creis deve ser minuciosa”, revelou o engenheiro civil da Secretaria Municipal de Educação, Francisco de Assis Araújo Neto.

Padrão – Já as oito novas escolas construídas pela atual administração do município passaram a ter um padrão, definido pela Secretaria de Planejamento (Seplan). Os prédios contam com dois pavimentos, 10 salas da aula, recreio coberto, refeitório, biblioteca, parte administrativa setorizada, laboratório de Ciências e laboratório de Informática. Isso tudo pensado para dar mais qualidade ao ensino, através de escolas mais modernas e amplas.

“Todos esses ambientes têm bom padrão de acabamento, ou seja, cerâmica nas paredes para evitar sujeira e diminuir custo de manutenção, cobertas projetadas para permitir ventilação interna confortável e para trazer qualidade para o ensino, permitindo o desenvolvimento das atividades pedagógicas de forma mais avançada”, disse Francisco de Assis.

Segundo o engenheiro, os Creis que existiam na rede municipal (as antigas creches) eram, na verdade, casas que foram compradas em conjuntos residenciais e adaptadas para funcionarem como creche. “Hoje, quando entramos na estrutura de um Crei novo é outra história. Temos ambientes pensados. São quatro salas de atividades para crianças de dois, três, quatro e cinco anos, além da parte administrativa, cozinha, área de serviço e para recreação, área descoberta com grama, além de banheiros adequados”, detalhou.

Acessibilidade – A preocupação com a modernização não esqueceu itens básicos que dão acessibilidade, pois todas as escolas e Creis estão preparados para receber portadores de necessidades especiais. Um exemplo das mudanças realizadas foi a que aconteceu na Escola Municipal Ana Nery.
“A Escola Ana Nery, na Beira da Linha, foi modificada por completo. Ao chegar na unidade, o visitante se deparava com batentes e barreiras que dificultavam o acesso de cadeirantes e de qualquer pessoa com dificuldade de locomoção.

Hoje essa escola está de acordo com a norma de acessibilidade. Eliminamos os batentes, construímos rampas de acesso para todos os ambientes e corrimãos foram colocados em rampas que ultrapassam os 30 centímetros, além disso os banheiros ganharam barras de apoio”, explicou Francisco de Assis, reforçando que nas escolas e Creis onde existiam barreiras, durante o processo de manutenção, todas foram retiradas.

Mudança para melhor – Para Williane Karoline, a aluna do 6º ano do ensino fundamental, da Escola Municipal Economista Celso Furtado, localizada na comunidade João Paulo II, Funcionários II, a felicidade é imensa por estudar em uma das oito unidades-padrão construídas recentemente pela PMJP. “Agora estudo em uma escola com quadra, tenho aula de informática. Eu estou muito feliz e aprendendo mais”, disse. A mesma opinião é compartilhada por Stephany Raquel, aluna do 5º ano do ensino fundamental. “Agora eu gosto de tudo na minha escola”, enfatizou.

A dona-de-casa Severina José da Costa, moradora do João Paulo II e mãe de cinco alunos da Escola Celso Furtado destacou que a estrutura física dá mais espaço para o desenvolvimento das atividades pedagógicas. “Antes meus meninos estudavam em uma escola pequena. Na hora de entrar nas salas, apesar do bom trabalho dos professores, era muito tumulto e as salas eram apertadas. Com a construção da Celso Furtado, os professores trabalham melhor e as crianças têm mais espaço para estudar, brincar e merendar”, afirmou Severina, ressaltando que nos finais de semana as crianças ficam ansiosas para voltar para o colégio na segunda-feira. “Foi uma benção de Deus!”, completou.