Emlur instala coletor de óleo em Tambaú e capacita comerciantes

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A Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) deu início, nesta semana, a um projeto para conscientizar os comerciantes da Praça de Alimentação de Tambaú quanto ao descarte correto dos óleos e gorduras usados em frituras. O projeto começou com a instalação de dois coletores padronizados na área interna do local, cada um com capacidade de 200 litros, e seguirá, na próxima semana, com uma capacitação sobre a importância de dar um destino adequado ao material, ministrada por educadores ambientais da Emlur e técnicos da Secretaria Municipal de Turismo (Setur).

De acordo com Elma Xavier, diretora do Departamento de Valorização e Recuperação de Resíduos (Devar) da autarquia municipal, um fiscal estará no local todas as noites, monitorando as atividades. “Os comerciantes assinarão um Termo de Parceria com a Emlur, no qual se responsabilizarão pelo descarte consciente desse produto”, explica. Ainda segundo ela, a capacitação que ocorrerá na próxima semana será realizada novamente dentro de um prazo de três meses. “Temos de estar sempre atentos e presentes, para que o óleo não volte a ser jogado nas galerias que desembocam no mar”, acrescenta.

Durante a instalação, os comerciantes foram informados sobre a maneira de proceder, devendo colocar o óleo em garrafas pet para só então depositá-las nos coletores – o óleo não deve ser despejado diretamente no contêiner. Além de zelar pela saúde do meio ambiente, Elma ressalta que a medida trará também compensações financeiras para os comerciantes. “Eles estavam tendo muitas despesas com a manutenção da tubulação e das caixas de gordura, que viviam entupidas. Então, mostraram-se bastante solícitos”, afirma.

Sabão – O óleo usado será coletado uma vez por semana e encaminhado à sede da Emlur, onde já são desenvolvidas oficinas para a população e a sociedade civil organizada, que transformam o óleo velho em sabão ecológico. O excedente, conforme Elma, será enviado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPB), que desenvolve, em convênio com a prefeitura, o Projeto Soluz, que visa a promoção da geração de renda a partir da coleta seletiva do lixo e da reciclagem.

O óleo descartado causa mau cheiro, aumenta as dificuldades referentes ao tratamento de esgoto e acaba chegando aos rios e mares, criando uma barreira que dificulta a entrada de luz e bloqueia a oxigenação da água. Esse fato pode comprometer a base da cadeia alimentar aquática (fitoplânctons, microalgas), causando desequilíbrio ambiental. “Além de ser, claro, um desserviço ao turismo”, finaliza Elma.