Emlur recadastra os agentes ambientais da coleta seletiva

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A Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) deu início nesta segunda-feira (30) ao recadastramento dos agentes ambientais (catadores), que trabalham no Centro de Triagem do Aterro Sanitário Metropolitano e nos quatro núcleos de coleta seletiva espalhados pela cidade. A ação tem o objetivo de detectar o ingresso de novos agentes e, além disso, observar se eles estão trabalhando com os itens de segurança necessários, a exemplo de fardamento, botas e luvas.

O recadastramento dos agentes ambientais é realizado de seis em seis meses pelos servidores que trabalham no Departamento de Valorização e Recuperação de Resíduos Sólidos (Devar) da Emlur. Nele, são colhidas informações de cada um dos trabalhadores e sobre que tipo de equipamento eles estão necessitando, para que, posteriormente, esses itens de segurança sejam entregues. Além disso, todos os agentes são fotografados, pois cada um deles possui uma ficha com os seus dados pessoais.

Orientações – Durante a abordagem os agentes ambientais recebem orientações de como devem ser utilizados os itens de segurança, os chamados Equipamentos de Segurança Individuais (Epis). Eles são informados que é indispensável o uso das luvas e botas para o desempenho das suas atividades, como forma de garantir a sua segurança.

Atualmente, 285 agentes ambientais trabalham nos núcleos de coleta seletiva e no Centro de Triagem, juntos eles coletam mensalmente cerca de 500 toneladas de material reciclável, que os garante uma renda mensal de cerca de um salário mínimo.

‘Acordo Verde’ – Para otimizar o trabalho de coleta seletiva que vem sendo realizado em João Pessoa, os núcleos dos bairros 13 de Maio, Bessa e Cabo Branco devem passar a trabalhar nos mesmos moldes do núcleo Jardim Cidade Universitária, que conta com o projeto ‘Acordo Verde’. Essa iniciativa tem como base um acordo simbólico entre morador e catador. O projeto reúne, além da coleta seletiva, outras iniciativas de educação ambiental, a exemplo do recolhimento de pilhas e do óleo de cozinha usado para transformar em sabão ecológico.

A superintendente da Emlur, Laura Farias Gualberto, destacou a importância dos agentes no processo de coleta seletiva. “Além de garantir o sustento das suas famílias, essas pessoas colaboram com a preservação do meio ambiente, uma vez, que evitam que mais resíduos cheguem ao Aterro Sanitário Metropolitano e que mais matérias primas sejam extraídas para fazer esses produtos que podem ser reciclados”, comentou. Ela lembrou ainda que o recadastramento ora realizado é um controle efetivo de responsabilidade social e um acompanhamento na qualidade de prestação de serviço desses agentes.