Emlur retira 400 toneladas de entulho do rio Jaguaribe

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Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) continua com a operação de limpeza superficial do Rio Jaguaribe para evitar alagamentos nas comunidades ribeirinhas e vias públicas. Desde a semana passada, a Equipe Aquática, composta por 26 agentes de limpeza, vem realizando o serviço no trecho que corta o Bairro São José e a Comunidade Chatuba (Manaíra). Já foram retiradas aproximadamente 400 toneladas de lixo, entulho e vegetação para minimizar os transtornos em período de chuva e melhorar a vida da população ribeirinha.

A operação começou no Jardim Guaíba, próximo a nascente, e terminará na foz, que fica por traz do Vergalhão, na BR 230. Com ajuda de uma retroescavadeira, balsa e ferramentas manuais, os agentes de limpeza estão retirando o lixo e a vegetação que tomou conta das margens e do leito do rio. “Quando entramos no Bairro São José o lixo e a vegetação haviam obstruído a ponte, impedido a passagem da água o que estava preocupando a população ribeirinha devido a inundação das casas”, disse o monitor Josenilton da Silva.

A equipe Aquática e a retroescavadeira estão trabalhando na Rua Edmundo Filho, próximo a primeira ponte de madeira que liga ao bairro à Chatuba. A previsão é de que nesta quarta-feira (9) essa operação seja deslocada para perto do Posto de Saúde da Família, onde existe uma passagem que permite a entrada da máquina até a margem do rio.

Além da balsa e da retroescavadeira, a equipe está utilizando ferramentas como gadanho, a foice, corda com gancho e material de proteção como luvas, botas e chapéus. Eles usam o bote para soltar a vegetação aquática, que se desenvolve em águas poluídas, para que a escavadeira hidráulica possa retirá-la de dentro do rio.

Paralela à limpeza do rio, a Emlur está com uma equipe de educadores ambientais e fiscais orientando os moradores sobre a importância de acondicionar o lixo de forma correta e os prejuízos que podem trazer quando jogados na rua ou no rio. Essa atividade educativa termina nesta quinta-feira (10).

Ação necessária – O despachante José Roberto, que presta serviço a uma empresa de ônibus da Capital, estava em seu dia de folga e aproveitou para mostrar ao filho o trabalho de limpeza do rio feito pela Emlur. “É uma ação mais do que necessária. Infelizmente se os moradores não jogassem tanto lixo dentro do rio, a poluição poderia ser menor”.

De acordo com o diretor de Operações da Emlur, Orlando Soares, a intenção da Emlur é limpar os 13,5 quilômetros de extensão do rio, para que vazão chegue a níveis desejáveis, evitando alagamentos no período de chuva. No entanto, o serviço não é mais rápido devido a obstáculos encontrados no percurso. Não é um trabalho fácil, pois temos obstáculos pelo caminho como a ocupação irregular das margens do rio, o que impede a entrada das máquinas e, agora, o período de chuva, que não permite a realização do serviço com mais agilidade e rapidez, disse o diretor de Operações.

Segundo Orlando Soares, a dragagem para o desassoreamento do rio, obstruído por areia e outros sedimentos em consequência da redução da correnteza, está contemplada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a revitalização e reurbanização do maior rio da Capital.