Emlur retira 80t de lixo da comunidade do Riachinho

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A Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) retirou aproximadamente 80 toneladas de lixo do Riacho do Peixe que corta a Comunidade Riachinho, no Jardim Treze de Maio. Essa quantidade de detrito equivale a 10 caminhões caçamba. As informações foram repassadas pelo diretor de Operações, Francisco Lucas Rangel, que acompanha a operação de limpeza emergencial do rio juntamente com o superintendente da Autarquia, Coriolano Coutinho, e o diretor de Remoções de Resíduos Sólidos, Varrição e Coleta, Noé Estrela. Quatorze agentes de limpeza e duas escavadeiras hidráulica estão realizando o serviço de limpeza no rio, que transbordou na semana passada e invadiu áreas de moradia, depois de fortes chuvas que caíram em João Pessoa.
 
A Emlur está participando reuniões com as Secretarias de Planejamento (Seplan), de Desenvolvimento Social (Sedes), Defesa Civil, de Habitação (Semhab), de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), de Meio Ambiente (Semam) e de Infraestrutura (Seinfra), onde está sendo elaborado um calendário de medidas preventivas em áreas de risco para o controle das enchentes e deslizamentos. Já houve um primeiro encontro no último dia 19 de janeiro e a próxima está marcada para esta quinta-feira (27), quando cada órgão deverá apresentar seu plano de ação para prevenção de catástrofes naturais.
 
O riachinho, que nasce por traz do Hospital Santa Isabel e deságua em Mandacaru, estava totalmente obstruído com resíduos sólidos e vegetação, o que causou o represamento das águas fazendo com que o nível subisse e inundasse áreas habitadas, onde há construções irregulares. Além da grande quantidade de lixo, a construção de uma casa em cima de um dos bueiros contribuiu para que o rio transbordasse com tanta rapidez, prejudicando os moradores. “Estamos fazendo o desassoreamento do rio, ou seja, aprofundamento do leito do rio para dar vazão às águas pluviais”, explicou Noé Estrela.
 
Desobstrução – A Emlur já fez a limpeza de grande parte do leito, desobstruindo os dois bueiros que cruzam a avenida Boto de Menezes em direção a Mandacaru. O trabalho já avançou aproximadamente 200 metros a “montante” (antes) e 200 “jusante” (depois) do bueiro da avenida Boto de Menezes. De acordo com Francisco Lucas, o serviço ainda é lento devido às condições do terreno alagado. “Por isso, as escavadeiras hidráulicas têm de trabalhar sob condições especiais”, informou.

O diretor alerta as comunidades ribeirinhas para a importância de preservar os leitos do rio, evitando jogar lixo. “A população local tem que se conscientizar de que jogar lixo nos rios pode causar sérios problemas, como a poluição, inundações e doenças, dentre outros agravantes para o meio ambiente”, explicou.
 
Coleta alternativa – A dona de casa Maria Dalvina, de 37 anos, acompanhou com atenção na manhã da última terça-feira (25) o trabalho das máquinas. Morando há 20 anos na comunidade e mãe de uma menina, Dalvina disse que a própria população joga o lixo na barreira ou dentro do rio. “Ninguém quer sair de sua casa, andar mais de 300 metros para deixar o lixo na Tancredo Neves, onde passa o caminhão”, disse. 

No entanto, a Comunidade Riachinho é uma áreas de difícil acesso beneficiadas  com a coleta domiciliar alternativa. Essa coleta alternativa é feita por uma pessoa da própria comunidade que usa carroças ou carrinho de mão para recolher o lixo de casa em casa e transportá-lo até o local de passagem do caminhão de coleta. Atualmente, 32 comunidades de difícil acesso, onde o caminhão compactador não entra, são beneficiadas com a coleta alternativa, o que diminuiu o acúmulo de lixo, melhorando a qualidade de vida dos moradores, evitando doenças e minimizando os efeitos ocasionados pelas chuvas. 
 
Emília de Moura, 28, desempregada, confirmou a atuação da Emlur na coleta alternativa. “Tem um agente de limpeza que pega o lixo da comunidade e deposita em um local determinado para que o carro recolha”. Segundo Emília, os moradores sofrem com diversos problemas, pois o lixo que é deixado na parte superior da comunidade acaba descendo rio abaixo. “Já vi sofá, cadeira, resto de comida, TV e até carcaça de geladeira”, completou. Ela fez um apelo à Emlur para que coloquem mais agentes de limpeza na Comunidade Riachinho.  Além de limpar o rio, a equipe da Emlur recolheu o lixo que restou na área depois do alagamento.  Para o serviço, os agentes estão utilizando pás, enxadas, ciscadores, carro de mão, foices, pá-garfo e vassouras.
 
Comunidades de risco – Além da limpeza emergencial do riachinho, a Emlur também tem tomado outras medidas de prevenção importantes para evitar catástrofes naturais no período de chuva em comunidades com risco de deslizamento e alagamento. Na manhã desta quarta-feira (26), 68 agentes de limpeza, divididos em equipes, iniciam uma ação de limpeza na Comunidade Saturnino de Brito, em Jaguaribe. O prefeito da Capital, Luciano Agra, esteve no local para verificar a situação daquela comunidade. O diretor de Operações, Francisco Lucas Rangel, e o diretor de Remoção de Resíduos Sólidos, Varrição e Coleta, Noé Estrela, também participaram da inspeção.
 
A Emlur entrou na Saturnino de Brito para  desenvolver ações de capinação, retirada de lixo, roço, limpeza nas linhas d’água(meio-fio) e das bocas de bueiros. Para ajudar na operação, estão sendo usadas quatro caçambas e ferramentas manuais como pás, estrovengas, ancinho e carrinho de mão.
 
Segundo Francisco Lucas há dois pontos críticos na Saturnino de Brito onde pode haver deslizamentos de terra caso haja chuvas mais fortes, por isso a Prefeitura Municipal de João Pessoa já está desenvolvendo ações para evitar transtornos.
 
A Emlur está atuando na Comunidade Porto do Capim com 16 agentes de limpeza desenvolvendo trabalho capinação e raspagem, além da Comunidade do ‘S’, próximo ao antigo Lixão do Róger, e do Porto de João Tota, em Mandacaru. A equipe de educação ambiental e fiscalização será acionada para conscientizar os moradores dessas áreas de risco a não descartar lixo em locais indevidos. Eles vão mostrar que o lixo jogado de forma incorreta entope bueiros, degrada o meio ambiente, causando acidentes e doenças.
Para reclamação e solicitações, a população deve ligar para o ALÔ LIMPEZA pelo 0800 083 2425.