Emlur retoma produção de vassouras com material reciclado

Por - em 228

Um dos maiores vilões do meio ambiente, as embalagens produzidas com politereftalato de etileno, as conhecidas garrafas PET, podem permanecer na natureza por mais de 400 anos, poluindo rios, matas e ocupando espaço em aterros sanitários e depósitos irregulares de resíduos. Com base nisso, a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) retomou as atividades de sua fábrica de vassouras ecológicas.

A fábrica foi inaugurada na administração de apoio da Emlur, em Mangabeira, em junho de 2010, com uma capacidade de produção artesanal de até 20 vassouras por dia. Pouco tempo depois, passou a funcionar em uma casa no Bairro dos Estados, juntamente com os grupos de arte e cultura da autarquia, onde permaneceu instalada até o último mês de abril.

Com a necessidade de retornar às instalações originais, a produção da fábrica foi suspensa durante dois meses, enquanto os equipamentos eram transportados para o galpão da administração de Mangabeira. De acordo com o coordenador da fábrica, Jones Melo, o ritmo do trabalho está sendo retomado aos poucos. “Entregamos pouco mais de 200 vassouras nesses últimos 40 dias e esperamos, em pouco tempo, entregar até 400 por mês”, disse Jones.

Economia – As vassouras produzidas pela fábrica são incorporadas ao trabalho diário de varrição da cidade realizado pelos agentes de limpeza da Emlur, reduzindo os gastos do setor de compras do órgão. O custo de produção de uma vassoura produzida a partir de garrafas PET reaproveitadas é inferior ao valor de compra dos tradicionais vassourões de piaçava, além de ter duração 50% superior.

Meio ambiente – Cada vassoura ecológica produzida pela fábrica da Emlur evita que, aproximadamente, 20 garrafas de dois litros sejam descartadas irregularmente no meio ambiente. O estoque de embalagens PET da fábrica é alimentado pelos próprios agentes de limpeza da Autarquia que encaminham o material recolhido nos mercados e durante a varrição das ruas.

Fabricação – A fabricação começa com a remoção dos rótulos e lavagem do material. Em seguida, cortam-se o fundo e o bico da garrafa, que são reaproveitados pela oficina de arte da Emlur ou encaminhados para os núcleos de reciclagem. Após os primeiros cortes, os tubos são colocados em uma máquina e transformados em fios, que são passados para bobinas quadradas e, lá, sofrem choque térmico durante 10 minutos. Estes fios são cortados em feixes de 15 centímetros e montados na cepa da vassoura, que é finalizada com a colocação do cabo.