Empreender-JP promove feira de produtos em Mangabeira

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Quarenta e seis microempreendedores pessoenses participaram neste final de semana (1º e 2) da primeira feira de produtos e serviços do Programa Municipal de Apoio aos Pequenos Negócios (Empreender-JP). O evento foi realizado no Ginásio Hermes Taurino, no bairro de Mangabeira.

Desde 2005, quando foi criado, o Empreender-JP já liberou R$ 16,2 milhões em financiamento a 7.013 micro e pequenos negócios, estimulando a geração de emprego e renda na Capital. Até o final do ano, ainda devem ser assinados mais 1,1 mil contratos de empréstimo, segundo meta da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável da Produção (Sedesp). Para 2010, as ações ainda estão em estudo, mas a previsão inicial é liberar até 3 mil financiamentos, com investimento total de R$ 7 milhões.

No próximo final de semana (8 e 9), a feira do Empreender será realizada no Cristo, na Escola Municipal Dumerval Trigueiro. Já nos dias 15 e 16, será a vez do bairro de Mandacaru, onde a feira se instalará na Escola Violeta Formiga. O Estádio da Graça, em Cruz das Armas, ficará com a quarta edição, nos dias 22 e 23.

Para encerrar a série de eventos, a feira do Empreender será instalada na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, nos dias 29 e 30. Aos sábados, o evento começa às 13h e, aos domingos, às 9h, encerrando sempre às 17h, com apresentação musical.

A microempreendedora Fátima Cirilo, de 54 anos, está entre os 7.013 beneficiados do Empreender-JP. Ela participou neste final de semana da feira de produtos em Mangabeira e conta que já retirou dois empréstimos pelo programa. O primeiro, no valor de R$ 2,6 mil, foi aplicado na compra de equipamentos para confecção de bonecas e outros brinquedos de tecido. O segundo, de R$ 4,9 mil, serviu para a aquisição de uma máquina de bordar e para capital de giro.

Fátima já está caminhando para um segundo empréstimo, dessa vez com o objetivo de comprar um computador e uma máquina de estamparia. Com o crescimento do pequeno negócio, que ganhou o nome de “Maria Chiquinha”, ela já consegue dar emprego a três pessoas da família: dois filhos e uma cunhada.
A empresa fornece para duas lojas de João Pessoa e para uma casa de festas. “Também vendemos bonecas vestidas de noiva, para serem levadas pelas damas de honra no momento da entrada na igreja. Elas usam uma réplica do vestido da noiva”, conta Fátima.

Mas a microempreendedora já está de olho no mercado fora da Paraíba. No início do mês, ela viajou ao Rio de Janeiro para fazer contato com duas lojas interessadas nas peças. “Eu, que nunca tinha feito poupança, consegui economizar R$ 4 mil e fui ao Rio. Paguei minha passagem e a de três netos. Foi a primeira vez que eu andei de avião. Fiquei com tanto medo”, revela, sorrindo.

Ela também não esconde a felicidade quando começa a contar o que mudou na vida da família depois dos empréstimos do Empreender. “Jamais eu tive uma conta em banco e hoje em dia eu tenho. Esse programa foi muito importante para mim. Por isso eu pago sempre em dia para poder retirar um novo financiamento”, afirma.
 
Do fundo de quintal à formalidade – Outro caso de sucesso é o da fábrica de embalagens Formatus, do microempresário Iremar Porto e do filho dele, Vinícius Porto. Eles tomaram, em janeiro deste ano, um empréstimo de R$ 3,8 mil para compra de maquinário. Só iriam terminar de pagar no final de 2010, mas já decidiram: vão adiantar as prestações e encerrar tudo até o mês de dezembro. Motivo: as vendas estão indo tão bem, que eles querem retirar outro financiamento para aumentar a produção.

“Antes fazíamos tudo manualmente, então levávamos umas duas semanas para produzir 300 unidades. Hoje essas mesmas 300 unidades são fabricadas em dois ou três dias. Nossa capacidade máxima de produção está em 50 mil embalagens por mês”, revela Vinícius. O faturamento, que girava em torno de R$ 1 mil antes, agora já alcança os R$ 4 mil. A empresa atende atualmente a uma média de 80 clientes, sendo 30 deles fixos.

Em fevereiro, um mês depois de sair o empréstimo do Empreender, a Formatus conseguiu se formalizar. “Era necessário para que nós conseguíssemos emitir nota fiscal e trabalhar com grandes empresas. Desta forma, conseguimos ganhar mais clientes. Saímos do fundo de quintal para a formalidade”, comemora Vinícius.

Desde então, a produção mensal vem dobrando mês a mês, levando a empresa a necessitar de mais três pessoas. “Hoje somos eu, meu pai, a esposa dele e um vendedor externo. Quando a demanda é maior, chamamos alguns trabalhadores por tempo determinado. Mas no mês que vem vamos fazer entrevistas para contratar mesmo”, revelou.