Emprego formal em JP tem maior alta entre as capitais do Nordeste

Por - em 21

João Pessoa gerou 2.944 postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e julho deste ano. O saldo resultou em um crescimento de 2,46% no número total de empregos formais do município em comparação ao mesmo período de 2009 – a maior alta entre as nove capitais nordestinas. A informação é do Ministério do Trabalho e Emprego, que divulgou nesta terça-feira (18) o balanço mensal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Nos sete primeiros meses do ano, João Pessoa registrou 27.016 admissões e 24.072 demissões. O maior saldo de vagas (diferença entre contratações e desligamentos) ficou com o setor de Serviços, com 1.090 postos de trabalho. Em segundo lugar veio a Construção Civil (960 vagas) e, em terceiro, o Comércio (582). As 312 vagas restantes estão distribuídas pelos setores da indústria da transformação, serviços industriais de utilidade pública e serviço público.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável da Produção, Raimundo Nunes, é necessário ressaltar que o levantamento do Ministério do Trabalho trata apenas do emprego formal. “Se considerarmos o chamado autoemprego, aquele do pequeno empreendedor que trabalha por conta própria, sem carteira assinada, o resultado do mercado pessoense será ainda melhor”.

De acordo com ele, apenas o Programa Municipal de Apoio aos Pequenos Negócios de João Pessoa (Empreender-JP) garantiu a criação e a manutenção de quase 900 postos de autoemprego entre janeiro e julho deste ano, com a liberação de R$ 1,642 milhões em empréstimos. “E no próximo dia 25 estaremos liberando mais R$ 500 mil para cerca de 250 novos contratos”, revela.

Em julho – Segundo os dados do Caged, apenas no mês de julho a capital paraibana conseguiu gerar 396 postos de emprego, com a admissão de 4.168 trabalhadores e a demissão de 3.772. O resultado representou uma alta de 0,32% em comparação ao número de assalariados formais de junho. O melhor desempenho ficou por conta da Construção Civil que gerou 206 novas vagas. Em seguida vieram o Comércio, com 164 postos, e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (como fornecimento de energia e telefonia), com 41.

Nos últimos 12 meses, o número de vagas geradas chega a 5.196, o que representa uma elevação de 4,72% na quantidade de empregos formais registrados no município no período anterior. O número de admissões ficou em 45.999 e o de demissões, em 40.803. O setor de Serviços mais uma vez obteve o melhor desempenho e fechou os 12 meses com 2.322 novas vagas. Em seguida vieram Construção (1.431) e Comércio (998).