Escola Municipal atinge a maior nota da Paraíba na Prova Brasil

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João Pessoa continua avançando em educação, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). A Escola Municipal José Novaes, localizada no Bairro dos Novaes, é uma prova de que o ensino nas escolas públicas da Capital está cada vez melhor. A escola alcançou o maior índice do Estado na Prova Brasil de 2009: 6.0, nota obtida pelos alunos do quinto ano. Em todo o Brasil, apenas 5,7% das escolas públicas do ensino fundamental alcançaram 6,0 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), índice que avalia o ensino básico no país.

A nota é vista como sinônimo de qualidade, uma vez que seis é a média registrada em países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e foi adotada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) como objetivo para ser alcançado no País até 2021. Outra escola, a Escola Municipal Aruanda, nos Bancários, também obteve nota alta no Ideb, ficando com 5,8. Em 2009 a Prefeitura Municipal de João Pessoa superou a média prevista de 3,3 pontos, atingindo a média para 2013, que seria 4,0 pontos. No Fundamental I, das 88 escolas avaliadas, 81 melhoraram o Ideb. Já no Fundamental II, das 68 escolas avaliadas, 56 avançaram.

Fernando Guimarães de Menezes, diretor adjunto da Escola Municipal José Novaes, atribui o ótimo desempenho dos alunos na Prova Brasil aos investimentos na área educacional feitos pela governo municipal, através da Secretaria de Educação. Ele destaca a adoção de vários projetos pedagógicos que adotados pela escola, como o Ciranda Curricular, onde os alunos participam de cursos de capacitação realizados aos sábados.

“No Ciranda Curricular os alunos têm cursos de informática, artesanato e ginástica, além de outros projetos importantes, como o projeto Leitura Compartilhada, de Cordel e o Ano Cultural. Há também o comprometimento da família dos alunos, dos funcionários e de toda a direção da escola, todos juntos no objetivo de melhorar cada vez mais o ensino”, declarou Fernando Guimarães.

Para a secretária de Educação, Ariane Sá, houve um salto qualitativo na educação do Município, “o que demonstra que o trabalho desenvolvido pela Prefeitura de João Pessoa tem obtido uma resposta positiva aos investimentos pedagógicos e estruturais no setor”.

No país – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do país cresceu em todas as etapas de ensino entre 2007 e 2009. No ensino fundamental, o indicador superou as metas propostas para o período e alcançou as de 2011. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb subiu para 4,6 em 2009. A nota proposta para o período era 4,2 – índice já registrado na aferição de 2007. Nos anos finais, o indicador foi para 4,0 pontos, superando a meta de 3,7 para o ano. O mesmo ocorreu no ensino médio, que obteve índice de 3,6. O objetivo era registrar pelo menos 3,5 nessa etapa de ensino no período.

O Ideb foi criado em 2005, como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O índice utiliza escala de zero a dez pontos e é medido a cada dois anos. O objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, chegue à nota seis em 2021 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

No indicador estão reunidos dois conceitos fundamentais para a qualidade da educação: o fluxo escolar (taxas de aprovação, reprovação e evasão obtidas no censo da educação básica) e as médias de desempenho nas avaliações Prova Brasil e Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

A Prova Brasil é um teste de leitura e matemática para turmas de quarta e oitava séries (ou quinto e nono anos) do ensino fundamental. Os alunos do ensino médio fazem o Saeb, avaliação por amostra, que também avalia habilidades em língua portuguesa e matemática. No ano passado, as avaliações foram aplicadas a 2,5 milhões de alunos da quarta série (quinto ano), 2 milhões da oitava série (nono ano) e 56 mil do ensino médio.

Os dados divulgados na quinta-feira (1º ) mostram que o desempenho dos estudantes nas avaliações foi o que mais pesou na composição do Ideb de 2009. Nos anos iniciais, por exemplo, foi responsável por 71% da composição da nota. Já no ensino médio, embora o desempenho tenha sido responsável pela maior parte da nota, a taxa de rendimento subiu em relação a 2007; teve 42% de importância no índice, comparado aos 29% da medição anterior.