Escultor Abelardo da Hora abre Mostra na Estação Cabo Branco

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O escultor pernambucano Abelardo da Hora abre nesta quarta-feira (2) a mostra individual “Amor e Solidariedade” na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, localizada no bairro do Altiplano. A solenidade de abertura está programada para acontecer às 19h. O Quinteto de Sopros “Musarum” faz uma apresentação no auditório da Estação. Na área externa, no anfiteatro, se apresentam o grupo de cultura popular Nação Maracaíba.

A mostra é uma parceria entre o Instituto Abelardo da Hora (IABH) e Estação Ciência, Cultura e Arte e comemora os 60 anos de atividades do escultor. Para esta mostra foram trazidas para a Capital paraibana 130 obras. O diretor executivo do IABH, Abelardo da Hora Filho, disse que além das esculturas serão expostas desenhos, gravuras, pinturas e salvas de vários momentos dele.

A Mostra – Na Estação Cabo Branco ficarão expostas obras como “A Fome e o Brado”, peça em bronze, medindo 1 metro de altura e pesando 80 quilos, da primeira exposição individual do artista, que é uma escultura libelo com os rostos de uma família de flagelados pelas estruturas sociais em que desperta no expectador a mensagem de denúncia do artista. Outra obra de destaque é “Hiroshima”, a peça é um libelo contra o holocausto nuclear. Na parte inferior da Estação, corpos retorcidos, disformes, calcinados pelo calor atômico no gesto de denunciar com braços erguidos, mãos cerradas ou com dedos que apontam um mundo novo, de paz e segurança, sem a irracionalidade da guerra. Além de obras como “A Cabeça do Nego Sabino”, “As Mulheres”, “Menino do Pirulito, Meninos do Recife” e outras.

O diretor da Estação Cabo Branco, Fernando Abath, disse que há tempos a casa vinha sonhando com uma exposição como a de Aberlado da Hora e só agora realiza o sonho tão sonhado.

O artista – Abelardo da Hora nasceu no ano de 1924. É natural de São Lourenço da Mata (PE). Formado pela Escola de Belas Artes do Recife, conviveu com nomes como Vicente do Rêgo Monteiro e Hélio Feijó. Vanguardista, foi um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife e um dos precursores da arte cinética no país. Mestre de toda uma geração de artistas pernambucanos de renome, partindo de Francisco Brennand até José Cláudio, Corbiniano Lins, Guita Scharifker, Gilvan Samico, Wellington Virgolino, entre outros.

A curadora geral da Estação Cabo Branco, a artista plástica Lúcia França, disse que Abelardo da Hora é um dos poucos escultores expressionistas de vulto em plena atividade no país. Ele foi um dos fundadores do ‘Movimento de Cultura Popular’ e o mentor da ideia básica anos antes de sua realização, calcando grande parte de sua vida no ensino gratuito de arte aos novos talentos e na integração de todas as artes em uma espécie de universidade aberta.

As obras de Abelardo da Hora estão espalhadas por todo o mundo: China, França, Estados Unidos, Suíça, Rússia, e na antiga Tchecoslováquia. No Brasil integra os acervos do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu do Solar do Unhão na Bahia, MASP (Coleção Pietro Maria Bardi), MAC da USP, MAMAM do Recife e em inúmeras coleções particulares. Incontáveis são as exposições – individuais e coletivas – que integrou: todos os países da Europa, Mongólia, Argentina, Canadá e EUA (incluindo individual na Biblioteca do Congresso), entre tantos, já receberam suas obras. Diversas vezes premiado em Salões de Artes Plásticas em todo o país, desde a década de 50 é Delegado em Pernambuco da Secção Brasileira da Internacional de Artes Plásticas ligada à UNESCO, além de ser um dos fundadores da ABDE em Pernambuco.

Vasta é a referência bibliográfica sobre Abelardo da Hora. Vão desde as maiores enciclopédias do país (a Delta Larrousse e a Barsa) até a trabalhos importantes sobre a arte Brasileira, como o livro Expressionismo no Brasil – Heranças e Afinidades da Fundação Bienal (1985), A Coleção Arte no Brasil da Editora Abril, História Geral da Arte no Brasil, com coordenação de Walter Zanini, dentre muitos catálogos e livros nacionais e internacionais.

Serviço

EXPOSIÇÃO: ABELARDO DA HORA – 60 ANOS DE ARTE
Abertura: dia 2 de junho (quarta-feira)
Hora: 19h
Local: Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura E Artes – Altiplano Cabo Branco
Visitação pública: Terça a sexta-feira das 9h às 21h, e nos sábados e domingos das 10h às 21h
Até 8 de agosto