Estação Cabo Branco comemora 4 anos com extensa programação cultural

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A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes programou uma maratona cultural e educativa para comemorar quatro anos de funcionamento. A programação consta de música, teatro, cultura popular, artes plásticas e visuais, cinema, oficinas e poesia, durante este mês. As atividades começam nesta terça-feira (3), com show do cantor e compositor Milton Dornellas, no auditório da Estação Cabo, às 19h, e o lançamento de seu novo CD autoral, “Bom mesmo é a gargalhada no final”.

Durante todo o mês, o público terá oportunidade de assistir gratuitamente aos shows de Glauco Meirelles, Rômulo, Banda Abrados’Zóio, Adeildo Vieira com o coral Gazzi de Sá, da UFPB, Ciran Costa e a Orquestra Experimental de Frevos da UFPE.

Na cultura popular, haverá apresentações dos Cirandeiros de Gramame, Nação Maracahyba, Maracatú Mirim, Grupo de Cultura Popular Mamulengo e Grupo Macumbá, de Goiania (PE). Haverá ainda oficinas de capoeria, práticas circenses, astronomia e arte contemporânea, além da programação do Estacine, que este mês exibe filmes de Ingmar Bergman, a exemplo de “Fanny e Alexandre”, “Morangos silvestres”, “Gritos e surruros” e o “O sétimo selo”.

O chefe do setor de programas e atividades da Estação Cabo Branco, Rivaldo Dias, lembra apenas que toda programação é gratuita e pode estar sujeita a modificações.

“Fauna Vegetal” – Também nesta terça, será aberta a exposição “Fauna Vegetal”, do fotógrafo Cácio Murilo. A exposição permanecerá aberta até outubro, no segundo pavimento da Torre Mirante.

A arte de fotografar faz parte da vida de Murilo desde sua infância, com a influência dos pais, que também eram fotógrafos. Em 1995, foi para Nova Iorque (EUA), onde estudou no International Center of Photography (ICP) e estagiou nos estúdios de Alan Kaplan, fotógrafo publicitário novaiorquino. Em 1997, montou seu estúdio em João Pessoa (PB) e passou a atender às principais agências de publicidade da Região Nordeste.

Com talento e conhecimento técnico, Murilo se tornou um respeitado profissional, atuante nas áreas da fotografia artística, publicitária, arquitetura, moda, book, gastronomia e industrial, entre outras.

Biólogo graduado pela Universidade Federal da Paraíba, Murilo encontrou na fotografia uma forma de desbravar os encantos da natureza, que deixa de ser apenas uma profissão e se transforma em um de seus temas preferidos. O fotógrafo desenvolve, ainda, trabalhos artísticos onde licencia imagens para diversas utilizações, como em jogos infantis e capas de cadernos e calendários.

Hoje, ele dispõe de mais de 20 mil fotografias em seu banco de imagens e um estúdio próprio, com equipamentos de ponta, necessários à produção fotográfica de alta qualidade.

Sobre a Estação – A Estação Cabo Branco foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurada no dia 3 de julho de 2008. O complexo possui mais de 8.500m² de área construída no bairro do Altiplano Cabo Branco. A Estação tem a missão de levar cultura, arte, ciência e tecnologia à população, de forma gratuita. Ela está vinculada à Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de João Pessoa (Sedec/PMJP).

A programação de eventos e atividades é um dos pilares da Estação Cabo Branco. O setor trabalha com planejamento e execução e tem um papel fundamental na construção da identidade deste espaço público. Os eventos vêm de todas as partes, são tanto de natureza pública quanto da iniciativa privada. O local tem atraído parceiros dos mais diversos segmentos da sociedade, como empresas, universidades, entidades do terceiro setor, artistas e outros.

Durante todo ano a Estação Cabo Branco desenvolve vários projetos artísticos, culturais e educativos. Entre os muitos projetos podemos destacar: Estação Poética (sarau, varal poético e roda de leitura), Estacine (mostras cinematográficas), Estação Fim de Tarde (música), Arraiá da Estação, Estação Criança, Semana do Músico, Terça Tem, Cantata Natalina e outros.

Estrutura – O local dispõe ainda do Planetário, equipamento localizado no primeiro pavimento da Torre Mirante, que propicia uma viagem através do espaço cósmico e apresenta noções básicas de astronomia. Tem também o Caminho do Conhecimento, localizado na área externa (jardins), com 900m e 12 experimentos científicos que têm a função de interagir com o visitante e propiciar aulas de campo sobre matemática, física, biologia, química e ciência em geral para estudantes e professores das escolas públicas e particulares.

No primeiro pavimento da Torre Mirante, o visitante encontra o laboratório de astronomia, equipado com telescópios e lunetas utilizados para as aulas de campo e observações astronômicas. No mesmo pavimento, existe ainda o Laboratório de Robótica, que propicia aos visitantes exercícios de atenção, memória, lógica e criatividade por meio da montagem e programação de protótipos.

Equipamento – A Estação tem a Torre Mirante, localizada sobre um espelho d`água, com três andares. No primeiro pavimento, há um amplo espaço para exposições permanentes e temporárias. No segundo, além do espaço permanente para exposições, há uma sala de audiovisual. Por fim, no terceiro andar, há o espaço panorâmico, também conhecido por mirante, onde o visitante tem uma visão da orla marítima da cidade de João Pessoa.

Além da Torre Mirante, a Estação possui um auditório com capacidade para 501 pessoas, duas salas de convenções com 200 lugares e salas do setor administrativo. Tem também um anfiteatro, projetado para acomodar 300 pessoas sentadas, uma lanchonete, sala de práticas educacionais, manutenção do conjunto e serviços gerais, além de estacionamento com 198 vagas para veículos, incluindo áreas para pessoas com necessidades especiais. Inclui também um espaço específico para ônibus escolares e de turismo.

Estação das Artes – Com o objetivo de abrigar grandes exposições de arte e colocar a cidade de João Pessoa no circuito das grandes mostras, foi inaugurada, no último dia 29 de junho, a Estação das Artes. A exposição inaugural é de um dos artistas plásticos mais conhecidos no mundo, o ambientalista Frans Krajcberg, que expõe um conjunto de cinco totens, sete esculturas em vários tamanhos, três relevos e 24 fotografias de queimadas da floresta.

O novo espaço, projetado pelo arquiteto da Secretaria de Planejamento (Seplan), Amaro Muniz, conta com três pavimentos. Na parte inferior, há dois miniauditórios com capacidade para 80 pessoas, cada; banheiros; escadas; elevador; espaço expositivo de 1.146,10 m2; reserva técnica; copa; depósito; estacionamento com capacidade para 400 automóveis; e espaço para ônibus de turismo.

No térreo, há outros dois miniauditórios com capacidade para 100 lugares, cada; hall de entrada; galeria para circulação; recepção; copa; depósito; um espaço para instalação de um restaurante ou café; cozinha; setor administrativo; rampas de acesso; circulação horizontal; escada; e elevador. Já o pavimento superior é formado por um terraço, um depósito e área técnica.

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